Coreia do Norte rejeita declaração de 11 países e da UE sobre sanções a Pyongyang
O texto de 28 de outubro citou novas sanções de EUA, Austrália e União Europeia por trabalhadores no exterior, ciberataques e cooperação com a Rússia.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Coreia do Norte rejeitou neste sábado (31) uma declaração conjunta de 11 países e da União Europeia que defende a continuidade das sanções contra o regime. A agência estatal KCNA informou que um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano negou que a pressão ocidental possa alterar as escolhas estratégicas de Pyongyang.
O que o regime respondeu
O porta-voz afirmou que as sanções dos EUA e do Ocidente não alteram a posição do país como Estado com armas nucleares. Segundo a KCNA, o porta-voz disse que sanções e pressão "podem funcionar com os fracos, mas nunca conosco". Para Pyongyang, as medidas não funcionam nem afetam esse status.
O regime também chamou a declaração de violação da soberania e de expressão da política hostil dos EUA e do Ocidente. Para o porta-voz, a pressão por sanções é um "fracasso estratégico". O porta-voz acusou os países do grupo que não são os EUA, como Coreia do Sul e Japão, e a União Europeia de aderirem ao movimento americano.
O que dizia o texto de 28 de outubro
A declaração foi assinada por 11 países-membros da Equipe de Monitoramento de Sanções Multilaterais (MSMT) e pela UE. O texto lembrou que EUA, Austrália e UE impuseram novas sanções contra pessoas e entidades ligadas ao envio de trabalhadores norte-coreanos ao exterior, a atividades cibernéticas maliciosas e à cooperação ilícita entre Coreia do Norte e Rússia. Os signatários reafirmaram o compromisso com a desnuclearização completa, verificável e irreversível da Coreia do Norte. Disseram que seguirão reagindo a violações e burlas das sanções.
A MSMT reúne 11 países, entre eles Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá. O grupo foi criado depois que o painel de peritos da ONU que monitorava as sanções foi extinto em abril de 2024, por causa do veto da Rússia à prorrogação de seu mandato.
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