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AgroBrasilAfeta o RS

Conab prevê queda de 2,9% na safra de arroz e corte de 17,4% nas exportações

Primeiro levantamento da safra 2026/27 projeta 10,8 milhões de toneladas, com área irrigada 0,4% menor e semeadura gaúcha em 27% do previsto.

Por que afeta o RS: A Região Sul concentra a maior parte da produção nacional de arroz, e a queda de chuvas prevista pelo El Niño atinge diretamente as lavouras gaúchas.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 15:30 · 2 min de leitura

Conab prevê queda de 2,9% na safra de arroz e corte de 17,4% nas exportações
Foto: Paulo rsmenezes / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 br)

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a produção brasileira de arroz caia 2,9% na safra 2026/27, para 10,8 milhões de toneladas. Os dados saíram nesta quinta-feira (15), no 1º Levantamento da Safra de Grãos 2026/27. A área total cultivada é estimada em 1,53 milhão de hectares.

O Rio Grande do Sul é o principal estado produtor do grão, e a lavoura gaúcha ainda está no começo do ciclo. Até a primeira semana de outubro, o RS havia semeado 27% da área prevista de arroz; Santa Catarina estava em 44%. Com a área irrigada em queda, o arrozeiro gaúcho entra na safra com um cenário de oferta menor no país.

Área irrigada recua, sequeiro avança

A área de sequeiro deve crescer 7,1%. A irrigada, responsável pela maior parcela da produção nacional, tem previsão de queda de 0,4%. O resultado é uma colheita menor, mesmo com mais terra semeada no conjunto.

A Conab atribui a perda de produtividade ao clima. Segundo o levantamento, a produtividade poderá ser prejudicada pelas condições climáticas relacionadas ao El Niño. Para a Região Sul, o Painel do El Niño aponta outro quadro: chuvas acima da média histórica, com riscos de inundações, temporais e enchentes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Menos arroz para fora, consumo estável

Com a perspectiva de menor disponibilidade interna, as exportações devem cair 17,4%, para 1,66 milhão de toneladas em 2026/27. O volume que deixa de ir para o exterior fica no mercado brasileiro.

As importações e o consumo interno devem ficar estáveis: 1,3 milhão de toneladas compradas de fora e 10,8 milhões de toneladas para o abastecimento nacional. A Conab não divulgou, neste primeiro levantamento, uma estimativa de produção só para o Rio Grande do Sul.

A estimativa é inicial e será atualizada nos próximos levantamentos mensais da Conab, que somam 12 por ciclo.

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