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Colunista cobra debate sobre SAF e novo modelo de gestão para Grêmio e Inter

Texto publicado nesta terça (20) diz que a discussão está atrasada cinco anos, desde a Lei da SAF, e não defende um modelo específico.

Redação Bairrista · Repórter de Esportes · · 2 min de leitura

Foto: Colunista cobra debate sobre SAF e novo modelo de gestão para Grêmio e Inter
Foto: Israel Heldt / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Um colunista esportivo gaúcho cobrou, nesta terça (20), que Grêmio e Inter abram uma conversa sobre a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e sobre a revisão do modelo associativo de gestão. Ele não defende a transformação dos dois clubes em SAF. Defende que os clubes abram a conversa.

Para quem acompanha a dupla, a cobrança chega com os dois times na parte de baixo da tabela. Grêmio e Inter atravessam uma fase difícil no Campeonato Brasileiro, e as trocas de técnico não reverteram os resultados negativos. Os dois seguem na zona de rebaixamento.

Cinco anos de atraso, na conta do colunista

O autor afirma que o futebol gaúcho resiste a mudanças e que, por isso, o debate sobre SAF no Rio Grande do Sul está atrasado cinco anos, a idade da lei. Ele sustenta que os clubes fecham a porta à discussão.

O colunista diz que não existe um único tipo de SAF e que seria um erro reduzir o tema à figura do investidor bilionário que compra o futebol do clube. Em sua avaliação, sem abrir a conversa os clubes jamais chegarão a um formato adequado à realidade local, seja ele a SAF ou um caminho alternativo.

O alvo principal é o arranjo atual, em que conselheiros comandam diretores executivos. O texto afirma que esse desenho "precisa ser revisto" e diz que os traços culturais dos clubes devem pesar na discussão.

O que a lei prevê

A Lei 14.193, sancionada em 6 de agosto de 2021, criou a SAF como tipo de empresa para o futebol. Ela permite que o clube se transforme em SAF, separe o departamento de futebol em uma nova companhia ou que uma empresa que já administra futebol adote o formato. A lei também criou o Regime Centralizado de Execuções, que reúne as dívidas do clube em um único processo de pagamento.

Qualquer mudança desse tipo, em Grêmio ou Inter, passaria por deliberação dentro de cada clube. Nenhum dos dois divulgou proposta de SAF em discussão formal.

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