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Em coluna, Mário Corso cobra de candidatos plano para cheias, reservatórios e energia

O colunista do Grupo RBS diz que o voto expressa pertencimento e que nem a eleição estadual nem a nacional trataram da emergência climática com seriedade.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Vista aérea de área alagada na região metropolitana de Porto Alegre, com edificações e um avião cercados pela água durante as cheias.
Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O colunista Mário Corso, do Grupo RBS, publicou nesta terça (20) o texto "O clima não vota, mas você sim". Nele, defende que o eleitor gaúcho pergunte a quem pede o seu voto o que pretende fazer sobre prevenção de cheias, novos reservatórios e transição energética.

Para Corso, o tema não recebeu a atenção devida na campanha. Ele escreve que nem a eleição estadual nem a nacional trataram do assunto "com a seriedade necessária". A cobrança que propõe é direta: o clima deve ser tratado como problema de governo, independentemente da "tribo" do candidato.

O argumento: razão a serviço do grupo

O colunista parte de um estudo de Dan Kahan e colegas, publicado em 2012 na revista Nature Climate Change. Segundo Corso, a pesquisa usou uma amostra representativa de adultos dos Estados Unidos, que passou por testes de aptidão científica e por questionários sobre visões de mundo e risco climático.

A hipótese era que mais alfabetização científica e mais raciocínio matemático levariam a uma percepção maior dos riscos. De acordo com o relato do colunista, o resultado foi outro: a identidade cultural pesou mais do que a habilidade cognitiva nas crenças sobre o clima. As pessoas, escreve ele, usam o raciocínio para reforçar os compromissos do grupo, e não para buscar uma verdade imparcial.

A tese do texto é que, como em outros temas políticos, o voto expressa, antes de tudo, pertencimento.

O que o RS já viveu, segundo o colunista

Corso escreve que o Rio Grande do Sul "já provou o lado amargo" do desequilíbrio da natureza. Cita as enchentes de 2023 e 2024 e as estiagens de 2005, 2020, 2022, 2023 e 2025. Pergunta o que mais o estado precisa sofrer para reagir à emergência climática.

Entre as cobranças, ele lista três frentes: prevenção de cheias, criação de reservatórios para ampliar a capacidade de abastecimento e transição energética.

Ao final, Corso diz que, quando tem dúvida sobre em quem votar, sua bússola é o que for melhor para o planeta. Segundo ele, muita coisa se conserta, mas o estrago ecológico, em boa parte, não. Conclui que o eleitor pode votar contra o negacionismo climático.

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