Coalizão saudita diz ter destruído quatro lançadores de mísseis dos houthis no Iêmen
Anúncio veio após novo ataque reivindicado contra o aeroporto de Riade, que reabriu no domingo depois de duas semanas fechado.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta segunda (26) ter destruído quatro lançadores de mísseis balísticos dos houthis no Iêmen. Segundo o porta-voz Turki al-Maliki, a operação também atingiu um depósito de mísseis e túneis usados pelo grupo, que controla boa parte do país. O anúncio saiu depois que os houthis, apoiados pelo Irã, reivindicaram um novo ataque ao aeroporto internacional de Riade.
Al-Maliki disse que a ofensiva se concentrou em cortar as linhas de abastecimento da milícia entre as áreas sob seu controle. A coalizão informou ainda que as defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil balístico lançado contra Riade. O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o ataque ao aeroporto atingiu o objetivo.
Aeroporto reabriu no domingo, com operação limitada
Os voos foram retomados no domingo (25) no aeroporto de Riade, que ficou duas semanas fechado após uma série de ataques. O Terminal 1 voltou a operar de forma limitada em voos domésticos, e o Terminal 2 recebeu voos internacionais de companhias nacionais. Dados de rastreamento indicam que poucas aeronaves decolaram e que a maioria dos voos previstos seguiu cancelada.
O pior ataque ao aeroporto neste mês matou 13 pessoas e feriu mais de 300, a ocorrência mais letal no reino em mais de uma década.
Conferência de investimentos e Dakar sentem o impacto
Com o aeroporto fechado, o reino adiou para 2027 sua principal conferência de investimentos, conhecida como "Davos do deserto". O Rali Dakar também está entre os eventos cancelados, adiados ou transferidos por causa do conflito regional. A nova data da conferência e a sede do Dakar 2027 não foram divulgadas.
Os houthis intensificaram os ataques ao reino desde que uma trégua de anos foi rompida em julho. A coalizão apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente desde março de 2015.
Os houthis dizem que o aeroporto de Riade continua inseguro e é um alvo militar, e afirmam que o governo saudita arcará com as consequências de qualquer operação no local.
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