Jordânia prende três suspeitos de atacar funeral em igreja; ataque deixou 9 mortos
Líderes cristãos dizem que a convivência com os muçulmanos não está em perigo, enquanto a polícia jordaniana ainda não vinculou os presos a nenhum grupo.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Forças de segurança da Jordânia prenderam nesta segunda (26) três suspeitos de participar do ataque a tiros contra a Igreja Greco-ortodoxa de São Jorge, em Hmoud, na província de Karak. O ataque aconteceu na sexta (23), durante um funeral, a cerca de 120 km a sudoeste de Amã, e deixou 40 feridos. Reuters, citando a TV estatal, informa nove mortos. O balanço inicial divulgado pelo Vatican News falava em oito.
O episódio não tem efeito direto confirmado no Rio Grande do Sul. Para quem acompanha o noticiário internacional, é um caso raro de violência contra uma minoria religiosa em um país tido como estável no Oriente Médio.
Suspeitos foram feridos em troca de tiros
A Direção de Segurança Pública da Jordânia afirmou que os três foram localizados na madrugada de segunda, escondidos em uma casa abandonada. Eles se recusaram a se entregar, atiraram contra os agentes e foram presos depois de baleados. Nenhum policial ficou ferido, e armas e munição foram apreendidas com o grupo.
O comunicado não informa a que organização os suspeitos pertenceriam, nem se eles integram algum grupo militante. O ministro do Interior, Mazen al-Faraya, disse na sexta que o ataque foi obra de extremistas, mas que era cedo para apontar ligação com grupos dentro ou fora do país. Ninguém reivindicou a autoria.
O rei Abdullah II ordenou que as forças de segurança respondam com "punho de ferro" ao ataque contra a minoria cristã. Centenas de jordanianos de várias partes do reino acompanharam no domingo (25), na própria igreja, o funeral de oito dos nove cristãos mortos.
Cristãos falam em unidade
Representantes das comunidades cristãs afirmaram que a convivência com os muçulmanos não está em perigo. Segundo o Vatican News, eles disseram que o ataque só fortalece o vínculo com a Terra Santa e o diálogo entre religiões: "a unidade vai repelir o extremismo e qualquer tentativa de semear divisão e discórdia".
O patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, condenou o atentado. Patriarcas e chefes de igrejas da cidade pediram que os sinos tocassem em solidariedade às vítimas. O papa Leão XIV manifestou proximidade e rezou pelas vítimas e pela comunidade.
A Direção de Segurança Pública não identificou a filiação dos três presos, e nenhum grupo assumiu o ataque.
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