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Caxias reavalia fila de 700 mulheres por cirurgia ginecológica e oferta 150 Mirenas

Dispositivos hormonais foram comprados com emenda de R$ 180 mil; pacientes com espera desde 2020 serão chamadas pelas UBS para nova consulta e exames.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Interior of a clean, modern public health clinic consultation room in southern Brazil, a doctor in a white coat seated beside an exam table,
Imagem: Bairrista

A Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul iniciou em outubro uma força-tarefa para reduzir a fila de cirurgias ginecológicas na rede pública. Cerca de 700 mulheres aguardam os procedimentos, com registros de espera desde 2020.

Quem está na fila deve esperar o contato da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. As equipes vão convocar as pacientes para consultas e exames antes de definir se elas seguem para a cirurgia ou recebem outro tratamento.

Dispositivo hormonal como alternativa à histerectomia

A ação prevê a oferta de 150 dispositivos intrauterinos hormonais Mirena, comprados com uma emenda parlamentar de R$ 180 mil. A proposta é oferecer uma alternativa a quem aguarda a retirada do útero, a histerectomia.

Segundo a Secretaria, o dispositivo ajuda a controlar o sangramento uterino intenso e outros sintomas de doenças ginecológicas benignas. O órgão informa que o método tem eficácia de aproximadamente 80% nos casos indicados.

O tratamento não substitui a cirurgia de forma automática. Todas as pacientes passarão por nova avaliação médica, que vai apontar quem precisa de operação prioritária e quem pode receber tratamento clínico.

Quem pode ser avaliada para o Mirena

A ginecologista Damáris Chies Migot, diretora técnica de Atenção à Saúde da Mulher, afirma que a escolha depende do diagnóstico e das condições clínicas de cada paciente. Segundo ela, a alternativa hormonal pode evitar procedimentos desnecessários e reduzir o impacto dos sintomas no trabalho e no convívio social.

Podem ser avaliadas mulheres acima de 40 anos com sangramento uterino persistente, miomas, adenomiose e outras doenças benignas. Mulheres com menos de 40 anos também entram, se tiverem sangramento uterino abundante e atenderem aos critérios médicos.

O secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno, afirma que a força-tarefa integra as medidas de ampliação do atendimento à saúde da mulher. Ele cita mutirões de exames, o Ambulatório da Mulher, a Sala Lilás e a maior oferta de métodos contraceptivos.

A prefeitura quer reduzir o número de cirurgias que poderiam ser evitadas e encurtar a espera de quem de fato precisa operar. Ainda não há estimativa de quantas mulheres poderão sair da fila com o tratamento hormonal.

Como fica para quem está na fila

Mulheres que aguardam cirurgia ginecológica na rede pública de Caxias do Sul não precisam procurar a Secretaria por conta própria: a UBS de referência fará o contato para marcar consultas e exames. Quem quiser conferir os dados de cadastro deve procurar a própria unidade de saúde.

Perguntas frequentes

Quem está na fila de cirurgia ginecológica em Caxias do Sul precisa procurar a Secretaria?

Não. A UBS de referência fará o contato para marcar consultas e exames.

Quais mulheres podem ser avaliadas para receber o Mirena?

Mulheres acima de 40 anos com sangramento uterino persistente, miomas, adenomiose e outras doenças benignas; mulheres com menos de 40 anos também entram, se tiverem sangramento abundante e atenderem aos critérios médicos.

Quantos dispositivos Mirena serão ofertados?

150 dispositivos, comprados com emenda parlamentar de R$ 180 mil.

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