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Campanha de Lula leva caso Ana Clara à TV e a ato no Rio para atacar Flávio na segurança

Petistas questionam a defesa de um PM acusado de matar menina de 5 anos em Niterói; o policial ainda não foi julgado e tem júri marcado para maio de 2027.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Foto: Campanha de Lula leva caso Ana Clara à TV e a ato no Rio para atacar Flávio na segurança
Foto: Divulgação/Piranot

A campanha de Lula (PT) transformou a atuação de Flávio Bolsonaro (PL) como advogado de um policial militar acusado de matar uma criança em um dos principais ataques do segundo turno na área de segurança pública. O caso apareceu no debate da Band, no horário eleitoral e no debate da Globo. Também chegou ao ato de Lula em Copacabana, no sábado (24).

Para o eleitor gaúcho, que escolhe o presidente na mesma disputa, o episódio mostra como o PT tenta tirar do adversário a bandeira da segurança. Um dos vídeos da campanha petista pergunta: "Como alguém ligado a criminosos vai combater o crime?"

O caso: menina morta em Niterói

Ana Clara Gomes Machado tinha 5 anos. Na manhã de 2 de fevereiro de 2021, brincava com o irmão de 2 anos na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, quando foi atingida. O Ministério Público do Rio denunciou o cabo da PM Bruno Dias Delaroli por homicídio doloso. A defesa do policial sustenta que ele reagiu a uma agressão de traficantes.

O papel de Flávio foi o de advogado. Em 2024, ele integrou a defesa do cabo em recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a decisão de levá-lo a júri popular. O pedido foi rejeitado. A Quinta Turma do STJ negou o recurso por três votos a dois. A defesa alegou falhas na perícia e questionou a confiabilidade de depoimentos.

Do debate da Band ao ato em Copacabana

No debate da Band, em 18 de outubro, Lula cobrou explicações. Flávio respondeu invocando o exercício da advocacia e lembrando que o policial não foi condenado. Na quinta-feira (22), o horário eleitoral do petista exibiu o depoimento da mãe da menina, em trecho da série Revelando, e destacou o papel do adversário na defesa do cabo.

No debate da Globo, na sexta (23), Lula levou a mãe, Cristiane Gomes da Silva, à plateia. Flávio disse acreditar na inocência do cabo e afirmou que ele "sequer foi julgado ainda". O senador chamou Cristiane de "senhora Ana Clara". Da plateia, ela reagiu: "Ana Clara morreu". Cristiane também lembrou que a perícia da Polícia Civil no local atestou que não houve troca de tiros. No sábado, ela esteve no ato de Lula em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O rótulo de "miliciano"

A outra frente do ataque petista é a alegação de ligação de Flávio com milicianos do Rio. Lula usou o termo "miliciano" no debate. A base mais citada é a investigação da "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio. Segundo essas apurações, o gabinete de Flávio empregou a mãe e a ex-mulher do ex-capitão Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de milícia. A campanha de Flávio não divulgou resposta específica ao vídeo.

O que vem pela frente

O policial responde em liberdade e ainda não foi julgado. O júri está marcado para maio de 2027. Até lá, o caso segue como argumento de campanha, e Flávio mantém a defesa de que atuou como advogado e não deve ser responsabilizado por isso.

Perguntas frequentes

Quando será o júri do cabo Bruno Dias Delaroli?

O júri está marcado para maio de 2027, e o policial responde em liberdade e ainda não foi julgado.

Qual foi o papel de Flávio Bolsonaro no caso?

Ele atuou como advogado de defesa do cabo, integrando recurso ao STJ em 2024 para reverter a decisão de levá-lo a júri popular, que foi rejeitado por três votos a dois.

Quando Ana Clara foi atingida?

Na manhã de 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, quando tinha 5 anos.

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