Brent cai 0,45%, a US$ 109,06, após EUA aliviarem sanções à Rússia; Golfo segura preço
O barril chegou a US$ 110,70 na segunda, maior valor desde 20 de maio, e a tensão com a Arábia Saudita mantém o petróleo acima de US$ 100.
Por que afeta o RS: Combustíveis e custos de transporte no Rio Grande do Sul são influenciados pela cotação internacional do petróleo.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O petróleo recuou nesta terça (20), mas segue caro. O Brent caiu 49 centavos, ou 0,45%, para US$ 109,06 o barril, às 00h10 GMT. O WTI para novembro cedeu 0,33%, a US$ 103,32. Os investidores avaliam a ordem de Donald Trump que suspendeu parte das sanções e tarifas sobre a energia russa.
Para o Rio Grande do Sul, petróleo acima de US$ 100 pode pressionar combustíveis e transporte, com reflexo possível nos fretes e nos custos de produção.
O que a ordem de Trump muda\n\nTrump assinou a ordem na sexta (16). O texto dispensou disposições da chamada Graham Act, entre elas tarifas de até 500% sobre produtos russos e de até 100% sobre bens de grandes compradores de petróleo e gás da Rússia. Ela não revogou sanções anteriores, impostas por outras medidas executivas.
A ordem não traz data de término. Trump disse no sábado (17) que ainda não anunciou decisão final, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo quer mais tempo para avaliar. Rubio indicou que a administração pode levar até 60 dias para medir as consequências econômicas.
Golfo mantém o risco
Os houthis, do Iêmen, disseram na segunda (19) ter feito seis ataques em 48 horas contra alvos de petróleo, aviação e militares na Arábia Saudita. Entre eles estariam uma instalação da Aramco em Yanbu e o campo de Shaybah. A Arábia Saudita não confirmou os ataques.
O mercado segue atento à tensão na região, e o barril continua acima de US$ 100. O banco Danske também aponta que ataques a navios perto de Ormuz seguem ameaçando o fluxo de petróleo do Golfo.
Próximos passos
O contrato de WTI para dezembro, mais negociado, caía 0,47%, para US$ 98,08. A Casa Branca ainda deve definir se mantém a dispensa das tarifas e sanções.
Saber mais
- Business Standard (Reuters) — cotação do Brent
- Business Recorder — WTI e contexto
- MyJoyOnline — ordem de Trump e ataques
- Xinhua — alegações dos houthis
- House of Saud — ausência de confirmação dos ataques
- Coinpaper — avaliação de até 60 dias
- FXStreet (Danske Bank) — riscos de oferta
- Reuters — Rubio e revisão de até 60 dias
- CNBC — dispensa de sanções e tarifas
- ABC News — alcance e duração da ordem
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