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Agro

Bombeiros de Bento Gonçalves atendem 15 ocorrências com abelhas em 40 dias

Primavera favorece enxames em muros, árvores e quintais; Emater alerta que colmeias morrem por intoxicação todos os anos.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

Bombeiro com macacão branco de proteção durante atendimento em área residencial de Bento Gonçalves.
Foto: Divulgação/Jornalsemanario

O Corpo de Bombeiros Militar registrou 15 ocorrências envolvendo abelhas nos últimos 40 dias, tanto na área urbana quanto no interior de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. A corporação não detalhou quantos chamados vieram de cada área.

Quadro: Bombeiros de Bento Gonçalves atendem 15 ocorrências com abelhas em 40 dias
Entenda em um quadro · Bairrista

Com a primavera, as colônias se multiplicam e os enxames procuram abrigo onde houver espaço. Quem encontra abelhas instaladas em muro, árvore ou quintal deve manter distância, não provocar os insetos e chamar um profissional para a retirada.

Por que aparecem mais agora

Na primavera há mais flores, néctar e pólen, além de temperaturas mais amenas. Esse cenário favorece o desenvolvimento das colônias e a formação de novos enxames.

Segundo o técnico da Emater de Bento Gonçalves Neiton Bittencourt Perufo, a intensidade da atividade varia conforme o clima, a disponibilidade de flores e as características de cada espécie. Períodos de chuva podem prejudicar a floração e reduzir a movimentação de alguns enxames.

O meliponicultor Gabriel Pellizzer explica que, na enxameação, parte das abelhas deixa a colônia para estabelecer uma nova. Ao buscar local para a colmeia, elas podem se instalar em árvores, muros e quintais, inclusive em áreas urbanas. Os pedidos de retirada são mais comuns nessa época, e a transferência para uma caixa apropriada tende a ser mais fácil quando o enxame é recente.

O que fazer diante de um enxame

Pellizzer recomenda não ficar na frente do enxame nem provocar as abelhas. Se houver ataque, a orientação é deitar no chão, sem correr nem se debater. Segundo ele, as abelhas dificilmente atacam quando não se sentem ameaçadas.

Os bombeiros afirmam que não exterminam abelhas. A atuação segue o Procedimento Operacional Padrão da corporação e, sempre que possível, os moradores são orientados a buscar apicultores ou profissionais habilitados para retirar e realocar as colmeias com segurança. A Lei federal 9.605/98 prevê punição para quem persegue ou mata animais da fauna silvestre sem autorização.

Na sexta-feira (16), a guarnição foi à Escola Alfredo Aveline. Encontrou uma quantidade considerável de abelhas sobrevoando as áreas externas. Como estavam dispersas e não havia ponto que permitisse intervenção segura, os bombeiros isolaram a área preventivamente, orientaram os responsáveis e indicaram o acionamento de um profissional qualificado para o manejo.

No início do mês, uma idosa foi atacada por um enxame dentro de casa, no Vale Aurora, interior do município, e relatou mais de dez picadas. Na véspera, na segunda (5), um homem de 69 anos foi atacado em uma residência às margens da ERS-444, na Linha Busa, no acesso ao Vale dos Vinhedos.

Agrotóxico na floração pode matar colmeias

Perufo afirma que as abelhas fazem a polinização, o que ajuda na formação de frutos e sementes. A presença delas é especialmente importante em pomares e em diversas lavouras. Também contribuem para a reprodução de plantas nativas e para o equilíbrio ambiental.

Na viticultura, o técnico orienta que o produtor observe se há abelhas antes de aplicar agrotóxicos, principalmente em plantas com flores. Ele recomenda seguir a bula e evitar que o vento leve o produto para vegetação nativa ou colmeias. Segundo Perufo, casos de morte de enxames por intoxicação são registrados todos os anos.

Serviço

Em caso de ataque de abelhas ou enxame em local de risco, o telefone do Corpo de Bombeiros é o 193. Para a retirada e a transferência do enxame, os bombeiros orientam procurar um apicultor ou meliponicultor habilitado.

Perguntas frequentes

Quem deve ser chamado para retirar um enxame em Bento Gonçalves?

Os bombeiros orientam procurar um apicultor ou meliponicultor habilitado; em caso de ataque ou risco, ligue 193.

O que fazer se um enxame atacar?

Deitar no chão, sem correr nem se debater, segundo o meliponicultor Gabriel Pellizzer.

Os bombeiros matam as abelhas?

Não. Os bombeiros afirmam que não exterminam abelhas e orientam a realocação por profissionais qualificados.

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