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Bombardeio russo mata 26 em escola na Ucrânia; Kherson sofre ataques após fim de trégua

Governo ucraniano eleva balanço de 18 para 26 mortos; a Ucrânia atingiu a refinaria de Kstovo, e o papa pede que a pausa em Oleshky leve à paz.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Atualizada 02/11, 23:06 · O governo ucraniano elevou para 26 o número de mortos no bombardeio russo a uma escola, acima dos 18 informados inicialmente por Zelenskiy.

Papa Leão XIV em aparição pública no Vaticano.
Foto: Divulgação/Vatican Media

Um bombardeio russo a uma escola em Komyshuvakha, no sudeste da Ucrânia, matou 26 pessoas, segundo o governo ucraniano. O balanço inicial, divulgado pelo presidente Volodymyr Zelenskiy nesta segunda (2), era de 18 mortos e cinco feridos. A cidade fica na região de Zaporizhzhia, e a escola era usada para distribuir ajuda humanitária.

O ataque veio no mesmo dia em que a trégua local em Oleshky, na região de Kherson, terminou à meia-noite de domingo (1º) para segunda. A pausa em Oleshky não era um cessar-fogo geral. Valia só para a cidade e para a operação humanitária. Não há efeito direto para o RS, mas a escalada sobre a infraestrutura de energia pode aumentar a volatilidade internacional dos combustíveis, e o rumo das conversas de paz mexe com o preço de alimentos e de fertilizantes no mundo todo.

Escola de distribuição de ajuda é atingida

Depois do bombardeio à escola, houve novos ataques em Komyshuvakha, inclusive contra um abrigo usado por moradores, disse Zelenskiy. As informações do primeiro balanço foram divulgadas pelo presidente e noticiadas pela Reuters.

Kherson sofre novos ataques; Ucrânia atinge Kstovo

Drones ucranianos atingiram instalações petrolíferas russas, entre elas a refinaria de Kstovo, segundo relatos publicados nesta segunda. Autoridades ucranianas relataram novos ataques russos em Kherson depois que a pausa em Oleshky expirou, segundo a Associated Press (AP). Oleshky fica em território ocupado pela Rússia.

Zelenskiy põe condição para frear ataques a refinarias

Zelenskiy disse que aceitaria suspender os ataques a refinarias se a Rússia fizesse o mesmo e se os Estados Unidos fornecessem mísseis Patriot à Ucrânia.

Drones russos e ucranianos seguem em ação em outras partes do país. Zelenskiy afirmou que as ofensivas russas contra a infraestrutura energética deixam pessoas sem eletricidade.

Novas conversas devem ocorrer em novembro

Zelenskiy disse que uma nova rodada de conversas de paz deve acontecer em novembro. Segundo os relatos, as negociações serão mediadas pelos EUA. O Kremlin não divulgou posição sobre a retomada.

Papa pede que a cooperação leve ao diálogo

Após o Angelus na Praça São Pedro, no domingo, o papa Leão XIV afirmou esperar que a cooperação entre as partes na operação humanitária amplie a disposição para o diálogo. Ele pediu que o gesto leve a novas iniciativas concretas de paz.

O que a trégua permitiu

O cessar-fogo local foi acordado em 23 de outubro para permitir a entrega de ajuda e a retirada de moradores. Cerca de 2 mil civis estavam em Oleshky quando o acordo começou, e a cidade enfrentava falta aguda de alimentos e medicamentos. A pausa foi intermediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, com participação do papa. Antes da trégua, as estradas de acesso à cidade estavam minadas.

Segundo a AP, autoridades e voluntários ucranianos retiraram 180 pessoas, entre elas 23 crianças, de áreas próximas à linha de frente na região de Kherson. A operação levou os moradores ao território ucraniano. Os ataques com drones continuaram mesmo durante o período de pausa, de acordo com a agência.

Com o fim da trégua, o risco voltou. Moradores de localidades como Kozatske vivem sob ameaça de ataques de drones, e muitos ainda resistem a deixar suas casas. Civis da região se preparam para a retomada dos ataques.

O Vaticano vinha tratando do tema. Em telefonema de 16 de outubro ao presidente russo, Vladimir Putin, o papa pediu uma trégua em Oleshky para a chegada de ajuda alimentar e médica e para a evacuação voluntária e segura dos civis, segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé. Na véspera do Angelus, o monsenhor Luis Marín de San Martín, prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, concluiu uma missão oficial na Ucrânia.

Atualização: a matéria foi atualizada nesta segunda (2) com o novo balanço do governo ucraniano, que eleva para 26 o número de mortos no bombardeio russo a uma escola. O primeiro balanço, de Zelenskiy, citava 18 mortos e cinco feridos.

Perguntas frequentes

O que aconteceu em Komyshuvakha?

Um bombardeio russo atingiu uma escola usada para distribuir ajuda humanitária, matando 26 pessoas, segundo o governo ucraniano.

Por que a trégua em Oleshky acabou?

A pausa valia até meia-noite de domingo (1º) e não era um cessar-fogo geral, apenas para a cidade e a operação humanitária.

Quem mediou a trégua em Oleshky?

A pausa foi intermediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, com participação do papa.

Quando devem ocorrer novas conversas de paz?

Zelenskiy disse que uma nova rodada deve acontecer em novembro, mediada pelos EUA; o Kremlin não divulgou posição.

Saber mais: fontes consultadas (12)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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