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Bolo com rato foi jogado fora e não passará por perícia, diz Polícia Civil da Capital

Delegada Milena Simioli afirma que o inquérito segue com fotos, depoimentos e as condições sanitárias da loja da Cavalhada.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A closed small bakery storefront with a lowered metal
Ilustração: Bairrista

A Polícia Civil informou nesta terça (20) que o bolo em que um cliente encontrou um rato morto foi jogado no lixo, junto com o animal, e não passará por perícia. O produto foi vendido na unidade Cavalhada da Casa de Bolos, na zona sul de Porto Alegre.

Quadro: Bolo com rato foi jogado fora e não passará por perícia, diz Polícia Civil da Capital
Entenda em um quadro · Bairrista

A investigação não depende do bolo, segundo a delegada Milena Simioli, titular da Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon). Ela afirmou que a ausência da perícia não prejudica a apuração, que segue com as fotos do produto, os depoimentos e as condições de higiene encontradas na confeitaria.

A polícia não recebeu, até agora, relatos de outras pessoas com casos parecidos.

O que a fiscalização encontrou

A Vigilância Sanitária fez a inspeção na loja. Os fiscais encontraram fezes e urina de roedores, alimentos com a validade vencida, produtos com fungos e estruturas enferrujadas.

Depois da denúncia, agentes da Decon, com apoio da Vigilância Sanitária e da 13ª Delegacia de Polícia da Capital, fiscalizaram unidades na zona sul e no Centro de Porto Alegre. As duas lojas foram interditadas.

Proprietária foi presa e solta em um dia

A proprietária da unidade foi presa em flagrante na quarta-feira (14), por crime contra as relações de consumo, e solta após audiência de custódia na quinta (15). Segundo a delegada, ela disse à polícia que não sabia o que havia acontecido.

O cliente consumiu o bolo por cerca de três dias, sem apresentar sintomas. Mesmo assim, procurou um infectologista e foi orientado a tomar um medicamento preventivo, informou a polícia.

A proprietária é defendida pelos advogados Hoiama Homem Pareta e Ivan Pareta Júnior. Em nota, eles afirmaram que a loja mantém há mais de 11 anos os serviços da mesma empresa de dedetização e controle de pragas, sem intercorrências anteriores. Segundo eles, os comprovantes estão disponíveis. A defesa também informou que a loja faz uma auditoria interna, que inclui a hipótese de sabotagem por funcionário insatisfeito.

A franqueadora Casa de Bolos disse, também em nota, que acompanha o caso com as autoridades e com o departamento jurídico e que faz apuração interna. Informou ainda que adotará as medidas contratuais cabíveis. A rede afirma que as unidades são operadas por franqueados independentes, mas devem seguir as diretrizes sanitárias e operacionais da marca.

Funcionários serão chamados a depor

Os funcionários da confeitaria estão sendo intimados para prestar depoimento. A Polícia Civil não informou previsão para a conclusão do inquérito.

Perguntas frequentes

O bolo com rato será periciado?

Não. A Polícia Civil informou que o bolo foi jogado no lixo, junto com o animal, e não passará por perícia; a investigação segue com fotos, depoimentos e as condições de higiene da confeitaria.

A proprietária da Casa de Bolos foi presa?

Sim. Ela foi presa em flagrante na quarta-feira (14), por crime contra as relações de consumo, e solta após audiência de custódia na quinta-feira (15).

Quais lojas foram interditadas?

As duas unidades fiscalizadas, uma na zona sul e outra no Centro de Porto Alegre, foram interditadas.

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