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Chuva de meteoros do Halley tem pico nesta quarta; melhor hora em Porto Alegre é 2h51

A Lua iluminada atrapalha a visão dos meteoros mais fracos, mas as Orionídeas aparecem a olho nu em todo o Brasil, sem precisar de telescópio.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Composição de fotos mostra meteoros da chuva Orionídeas cruzando o céu noturno sobre árvores e um lago.
Foto: Jim Vajda / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A chuva de meteoros Orionídeas atinge o pico nesta quarta-feira (21), e quem está em Porto Alegre tem a melhor janela para observar entre 2h51 e 4h16. São pedaços de poeira deixados pelo cometa Halley que cruzam o céu e podem ser vistos a olho nu em todo o país.

Nesse intervalo, a Lua já se pôs e o dia ainda não começou a clarear. Como a Lua estará bastante iluminada, o brilho atrapalha a visualização dos meteoros mais fracos. Em condições ideais, a Organização Internacional de Meteoros (IMO, na sigla em inglês) estima 20 ou mais meteoros por hora.

Como e onde olhar

Procure um lugar escuro, com pouca iluminação artificial e uma visão ampla do céu. Dentro das cidades, o número de meteoros visíveis tende a ser menor que a estimativa da IMO, que vale para condições perfeitas.

Para se orientar, encontre a constelação de Órion, onde ficam as Três Marias. Depois da meia-noite, ela aparece entre o leste e o nordeste e sobe ao longo das horas. Mas não precisa ficar de olho só nela: os meteoros surgem em diferentes pontos do céu.

Telescópio e binóculo não ajudam. Os dois mostram só um pedaço pequeno do céu e podem até atrapalhar.

Em outras capitais, o intervalo sem Lua é diferente:

  • Recife (PE): 1h20 às 3h43
  • Fortaleza (CE): 1h31 às 4h02
  • Rio de Janeiro (RJ): 2h09 às 3h57
  • São Paulo (SP): 2h24 às 4h10

No Norte e no Nordeste, as condições são um pouco melhores. A região de onde os meteoros parecem partir fica mais alta no céu, e o período sem luz da Lua tende a ser maior.

O que o Halley tem a ver com isso

As Orionídeas acontecem quando a Terra atravessa uma região cheia de poeira e pequenos fragmentos deixados pelo cometa Halley em passagens antigas pelo Sistema Solar. Muitos têm o tamanho de grãos de areia ou pedrinhas. Eles entram na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo, uma das maiores velocidades entre as principais chuvas do ano, e produzem os riscos luminosos. Alguns deixam rastros que ficam visíveis por alguns segundos.

O próprio cometa não aparece no céu. Ele passou perto da Terra pela última vez em 1986, leva cerca de 76 anos para dar uma volta ao redor do Sol e só retorna em 2061. Os restos que deixou geram duas chuvas por ano: as Orionídeas, em outubro, e as Eta Aquáridas, em maio.

Serviço

Quando: madrugada desta quarta-feira (21). Em Porto Alegre, a melhor janela vai das 2h51 às 4h16. **Onde: em qualquer lugar do Brasil, inclusive no RS, de preferência num ponto escuro e com céu aberto, longe da luz da cidade. Como participar: a olho nu, sem telescópio nem binóculo. A chuva segue ativa até o início de novembro, mas o número de meteoros tende a cair depois do pico desta semana.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor horário para ver as Orionídeas em Porto Alegre?

Entre 2h51 e 4h16 desta quarta-feira (21), período em que a Lua já se pôs e o dia ainda não clareou.

Precisa de telescópio ou binóculo para ver a chuva de meteoros?

Não. Os meteoros podem ser vistos a olho nu, e telescópio e binóculo mostram só um pedaço pequeno do céu e podem atrapalhar.

Como encontrar a constelação de Órion para observar?

Procure as Três Marias. Depois da meia-noite, a constelação aparece entre o leste e o nordeste e sobe ao longo das horas.

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