Bangladesh reabre fábricas de roupas, mas confrontos seguem por piso de 30 mil takas
Protesto de domingo (1º) afetou 529 unidades e quase 1 milhão de trabalhadores, segundo a associação dos fabricantes, e o governo criou um conselho de seis integrantes para rever o piso.
Por que afeta o RS: Impacto possível nos preços e no abastecimento de vestuário importado de Bangladesh, que chega ao varejo do estado.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

As fábricas de roupas de Bangladesh reabriram nesta segunda (2), mas novos confrontos entre polícia e trabalhadores por reajuste salarial ocorreram em Daca e em polos industriais próximos. No domingo, a polícia da capital usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes que bloqueavam estradas. Nesta segunda, a polícia repetiu o uso de gás e água, e agentes da Guarda de Fronteira de Bangladesh foram enviados a Gazipur.
Bangladesh é o segundo maior exportador mundial de vestuário, depois da China, e a paralisação preocupa quem depende dos embarques. O efeito sobre preços e abastecimento do varejo gaúcho ainda não foi medido.

O que os trabalhadores pedem
Os trabalhadores exigem salário mínimo mensal de 30 mil takas, contra os atuais 12.500. A associação dos fabricantes e exportadores (BGMEA) informou que os protestos de domingo interromperam a operação de 529 fábricas e afetaram quase 1 milhão de trabalhadores. O setor responde por mais de 80% das exportações do país e emprega cerca de 4 milhões de pessoas.
Conselho e ameaça de corte de pagamento
O governo formou no domingo um conselho de seis integrantes para analisar a demanda. Babul Akhter, secretário-geral da Federação de Trabalhadores de Vestuário e da Indústria de Bangladesh, é um dos representantes dos trabalhadores no conselho. O prazo para a conclusão da revisão não foi divulgado.
O presidente da BGMEA, Mahmud Hasan Khan, pediu que os trabalhadores deixem o conselho concluir o trabalho. Ele afirmou que um aumento grande elevaria custos e achataria margens, e defendeu reajuste em etapas, mais produtividade e preços mais justos dos compradores internacionais. Se houver novos protestos e fechamentos, as fábricas podem aplicar a regra de "no work, no pay", ou seja, sem trabalho, sem pagamento.
Representantes da indústria tinham reunião marcada com o ministro do Interior para tratar da onda de protestos. Novas paralisações dependem do andamento dessa negociação e do conselho salarial.
Perguntas frequentes
O que os trabalhadores de Bangladesh pedem?
Salário mínimo mensal de 30 mil takas, contra os atuais 12.500.
Quantas fábricas e trabalhadores foram afetados pelo protesto?
Os protestos de domingo interromperam 529 fábricas e afetaram quase 1 milhão de trabalhadores, segundo a BGMEA.
O que acontece se houver novos protestos e fechamentos?
As fábricas podem aplicar a regra de "no work, no pay", ou seja, sem trabalho, sem pagamento.
Quando o conselho salarial deve concluir a revisão?
O prazo para a conclusão da revisão não foi divulgado.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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