Bangladesh aceita elevar piso das confecções após cinco dias de protestos
Conselho salarial não fixou o valor, mas combinou que a nova tabela vale a partir de dezembro e que o pagamento reajustado sai em janeiro.
Por que afeta o RS: Paralisações em Bangladesh podem atrasar prazos e encarecer roupas importadas por empresas e consumidores gaúchos.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O conselho salarial do setor de confecções de Bangladesh concordou, nesta quarta (4), em aumentar o piso da categoria. O acordo veio sem detalhes, e não ficou claro se encerraria cinco dias de protestos e confrontos. Os trabalhadores pedem que o mínimo mensal suba de 12.500 para 30 mil takas, cerca de US$ 243.
Para o consumidor e o lojista gaúcho, o efeito é indireto. Bangladesh é o segundo maior exportador de roupas do mundo, atrás apenas da China, e as paralisações levantam receio de atraso em embarques. As fábricas do país produzem para empresas como Fruit of the Loom, Levi Strauss e VF Corp, dona de Vans, Timberland e The North Face. Não há estimativa de impacto sobre preços ou prazos no Brasil, nem dado de entidades do setor têxtil gaúcho sobre o tema.
Calendário prevê vigência em dezembro
O representante dos trabalhadores no conselho, Babul Akter, disse que a categoria quer o aumento em dezembro para receber os salários revisados em janeiro. O representante da associação de exportadores (BGMEA), ABM Shamsuddin, afirmou que o trabalho será concluído em dezembro. A agência estatal BSS informa que a data acordada para a nova estrutura é 1º de dezembro.
Confrontos em Savar e Gazipur
Em Savar e Gazipur, polos industriais nos arredores de Daca, houve choques entre trabalhadores e polícia. Manifestantes bloquearam estradas, e os policiais usaram gás lacrimogêneo e granadas de efeito sonoro. Em Savar, segundo a superintendente de polícia de Daca, Shamima Parvin, trabalhadores incendiaram um veículo policial e deixaram um policial gravemente ferido. A polícia estima que 30 mil a 40 mil pessoas participaram do confronto.
O jornal Dhaka Tribune contabilizou ao menos 50 feridos, entre manifestantes e policiais, e mais de 200 fábricas em Savar e Ashulia que declararam feriado. A Guarda de Fronteira de Bangladesh (BGB) enviou 24 pelotões para Savar-Ashulia, Gazipur e Narayanganj.
Próxima reunião é segunda-feira
O conselho volta a se reunir na segunda (9), quando empregadores e trabalhadores devem apresentar propostas salariais.
Perguntas frequentes
O que muda para o trabalhador de Bangladesh?
Pelo acordo, a nova tabela de piso vale a partir de 1º de dezembro e os salários reajustados devem ser pagos em janeiro; o valor do piso ainda não foi fixado.
Qual é o piso que os trabalhadores pedem?
Os trabalhadores pedem que o mínimo mensal suba de 12.500 para 30 mil takas, cerca de US$ 243.
Quando o conselho volta a se reunir?
O conselho volta a se reunir na segunda-feira (9), quando empregadores e trabalhadores devem apresentar propostas salariais.
Isso afeta preços no Brasil?
A matéria não traz estimativa de impacto sobre preços ou prazos no Brasil; o efeito citado é indireto, pelo receio de atrasos em embarques.
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