Ativista da oposição tanzaniana desaparece no Quênia após ser tirado de táxi
Twaha Mwaipaya foi levado por três homens em Kamulu, a cerca de 35 km de Nairóbi, e as polícias do Quênia e da Tanzânia ainda não se manifestaram.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

O ativista tanzaniano Twaha Mwaipaya, opositor do governo da presidente Samia Suluhu Hassan, foi dado como desaparecido no domingo (25) no Quênia. Ele sumiu em Kamulu, no condado de Machakos, a cerca de 35 km de Nairóbi. Segundo a pesquisadora da Anistia Internacional Sikula Oniala, três homens interceptaram por volta das 14h o táxi em que ele ia visitar amigos. Eles mandaram o motorista descer e partiram com Mwaipaya dentro do carro.
A Anistia Quênia informou que os autores andavam em três veículos, entre eles um Toyota Land Cruiser de capota rígida. Segundo a Reuters, que viu um registro policial sobre o desaparecimento, não está claro quem o levou, se ele continua no Quênia ou se foi ferido. As polícias dos dois países não responderam aos pedidos de comentário da agência.
Mwaipaya foi um dos principais organizadores da juventude do Chadema, maior partido de oposição da Tanzânia. Foi preso em 2022 por criticar o governo e fugiu para o Quênia no ano passado. Hoje tem quase 600 mil seguidores no Instagram.
A Bloomberg contabiliza três ataques desse tipo no Quênia. O opositor ugandense Kizza Besigye foi sequestrado em Nairóbi em novembro de 2024 e depois apareceu diante de uma corte militar em Uganda. A ativista tanzaniana Maria Sarungi Tsehai foi detida por pouco tempo na capital queniana em janeiro de 2025.
John Heche, vice-presidente do Chadema, pediu ajuda das autoridades quenianas. "Nairóbi não pode continuar sendo um centro de sequestros para ditadores", disse, em tradução livre do inglês. Sarungi pediu o fechamento da fronteira de Namanga e a instalação de bloqueios para impedir que Mwaipaya seja levado à Tanzânia.
A Anistia pede que quem tiver informações sobre o paradeiro dele entre em contato imediatamente com a organização e que as autoridades quenianas o localizem e garantam sua segurança.
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