Ataques israelenses em Gaza matam ao menos cinco, entre eles menina de 7 anos
Defesa Civil ligada ao Hamas fala em 13 mortos e 60 feridos em 24 horas, e o Exército de Israel diz não ter conhecimento de atividade militar em Al-Mawasi.
Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 2 min de leitura

Cinco palestinos, entre eles uma menina, morreram nesta segunda-feira (26) em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, segundo fontes médicas e socorristas. A Defesa Civil de Gaza, que opera sob o comando do Hamas, informou 13 mortos e cerca de 60 feridos por fogo e bombardeios israelenses nas últimas 24 horas.
A trégua de outubro de 2025 segue de pé no papel, mas as mortes continuam. Israel e o Hamas se acusam de violar o acordo, e a chamada linha amarela, que divide as áreas sob controle israelense das áreas sob controle do Hamas, está no centro da disputa.
Três ataques, três locais
O porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Basal, disse à AFP que três vítimas foram retiradas após um ataque a um campo de deslocados em Al-Mawasi, a oeste de Khan Yunis. O hospital Nasser, em Khan Yunis, confirmou as três mortes e informou que várias pessoas feridas, entre elas uma criança e uma mulher, chegaram para atendimento. O Ministério da Educação de Gaza deu a idade da menina: sete anos.
A Defesa Civil informou ainda a morte de uma quarta pessoa em ataque aéreo a uma tenda de deslocados perto de Khan Yunis. Na Cidade de Gaza, um terceiro ataque, no bairro de Rimal, matou uma pessoa e feriu três, segundo o hospital Al Shifa.
Mais cedo no mesmo dia, Basal havia falado em 11 mortos e 50 feridos em 24 horas. O balanço subiu para 13 e 60 ao longo do dia.
O que diz Israel
O Exército israelense disse à AFP não ter conhecimento de atividade militar na área de Al-Mawasi nesta segunda-feira. Não houve resposta específica sobre os outros dois ataques.
O Exército anunciou ter matado dois comandantes do Hamas em ataques anteriores e ter atingido três homens que, segundo ele, saíram de um túnel em Khan Yunis. Esses episódios são anteriores aos ataques relatados nesta segunda-feira.
Uma fonte das forças de segurança em Gaza disse à AFP que tanques, veículos militares e uma escavadeira entraram na manhã desta segunda-feira a oeste da linha amarela. A área fica no centro do território. Israel não comentou essa movimentação.
Mortes desde a trégua
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, citado pela ONU, 57 palestinos morreram e 319 ficaram feridos entre 29 de setembro e 12 de outubro. O total desde o cessar-fogo chegou a 1.493 mortos e 5.299 feridos. O Escritório de Direitos Humanos da ONU verificou 1.076 mortes ligadas ao conflito desde 10 de outubro de 2025, data do anúncio da trégua, até o fim de julho de 2026. Desse total, 331 foram perto da linha amarela.
Desde o início da guerra, mais de 74.500 pessoas morreram em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local.
Segundo relatório da ONU de 15 de outubro, forças israelenses teriam movido para oeste, em 11 de outubro, os marcos da linha amarela perto do cruzamento de Ash Shuja'iyyeh, na Cidade de Gaza, o que aumentou a preocupação com novos deslocamentos.
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