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Ataque ligado ao Estado Islâmico mata 48 em Ménaka, no leste do Mali

Comunidade local fala em centenas de famílias que fugiram para a cidade de Ménaka, e o Exército malinês diz ter atingido uma base jihadista na região.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Vista geral da cidade de Ménaka, no leste do Mali, com casas de barro e vegetação ao fundo.
Foto: Animali / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Combatentes ligados ao Estado Islâmico mataram 48 pessoas na região de Ménaka, no leste do Mali, entre a noite de domingo (18) e a manhã de segunda (19). A cifra foi dada à agência Associated Press nesta terça (20) por Moussa Ag Acharatoumane, líder tuaregue e integrante do Conselho Nacional de Transição.

Crianças e idosos estão entre as vítimas, e a violência provocou nova onda de deslocamentos na zona de fronteira com o Níger.

Grupo acusou civis de apontar posições ao Exército

Segundo Acharatoumane, os homens do Estado Islâmico na Província do Sahel (ISSP) atacaram os civis sob a acusação de terem revelado posições do grupo ao Exército do Mali. Os militares faziam ataques com drones contra o grupo. O ISSP não reivindicou a ação.

Em comunicado divulgado na segunda, o bureau executivo da comunidade Idaksahak, também chamada de Daoussahak, atribuiu ao grupo a morte de ao menos 48 civis em Tagadayat. Os atacantes teriam chegado de moto. A rádio Studio Tamani informou que os acampamentos de Tinabow e Tagadayat, a cerca de 50 quilômetros da cidade de Ménaka, foram alvo dos disparos e tiveram casas incendiadas.

Exército diz ter atingido base a 65 km de Ménaka

O ISSP atua sobretudo na região de Ménaka e disputa território com o Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), que também age em Burkina Faso e no Níger. O Exército do Mali informou na segunda que atingiu uma base a 65 quilômetros a sudoeste de Ménaka, onde teria localizado combatentes e material militar.

Centenas de civis deixaram suas localidades e seguiram para a cidade de Ménaka. A comunidade Idaksahak pede às autoridades e às organizações humanitárias assistência de emergência aos deslocados e reforço na proteção dos civis.

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