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Arroba do boi gordo fecha outubro a R$ 389,90, recorde nominal, e carne pode subir no RS

Indicador Cepea/Esalq subiu 7,03% em outubro e 22,1% desde o fim de 2025; negócios pontuais já passaram de R$ 400 em São Paulo.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 4 min de leitura

Atualizada em 02/11, 19:21 · reúne 3 matérias desta cobertura

Ilustração: cena simbólica sobre a notícia no Planalto Médio
Imagem: Bairrista

O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq fechou outubro em R$ 389,90 por arroba, novo recorde nominal em São Paulo. O valor é de sexta-feira (30). No mês, a alta foi de 7,03%, já que o indicador valia R$ 364,30 no fim de setembro.

Para quem compra carne no Rio Grande do Sul, o movimento importa porque o preço do boi é o ponto de partida do que chega ao açougue. O repasse ao varejo gaúcho depende de cada frigorífico e de cada mercado. Os dois indicadores citados nesta matéria vêm de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, não do RS, mas servem de referência para quem negocia gado no estado.

Quadro: Arroba do boi gordo fecha outubro a R$ 389,90, recorde nominal, e carne pode subir no RS
Em números · Bairrista

O que aconteceu

O indicador paulista passou pela primeira vez de R$ 380 por arroba em 15 de outubro, patamar inédito na série do Cepea, iniciada em 1994. Na época, a arroba já acumulava alta de 10,4% desde o início de setembro.

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A média de outubro ficou em R$ 379,55 por arroba, 7,47% acima da de setembro. Desde o último registro de 2025, a arroba subiu R$ 70,70, ou 22,1%.

A marca de R$ 400 já apareceu em negócios com frigoríficos exportadores em São Paulo, segundo a Reuters. Esse valor não é o do indicador do Cepea.

O bezerro em Mato Grosso do Sul também ficou em patamar recorde, a R$ 3.573 por cabeça. A relação de troca entre bezerro e boi gordo melhorou pelo terceiro mês seguido.

Por que o boi sobe

O principal motivo é a oferta restrita de animais prontos para o abate, efeito do ciclo pecuário, segundo a Reuters. Sem boi terminado suficiente, os frigoríficos disputam os lotes e pagam mais.

O Cepea acrescenta que os pecuaristas aguardam preços melhores para negociar. Isso limita a oferta e dificulta a formação das escalas de abate dos frigoríficos.

O custo maior da reposição também entra na conta. Segundo o Cepea, a alta dos preços da reposição contribuiu para a valorização do boi gordo ao longo do mês.

A demanda externa pesa. A Reuters aponta a expectativa de retomada das compras da China e as exportações firmes para os Estados Unidos. O dólar mais alto é outro fator apontado por analistas.

Mercado no fim de outubro

Na reta final do mês, o mercado teve baixa liquidez, com compradores cautelosos e negociações limitadas em algumas regiões, mas os preços seguiram firmes. O ritmo de negócios voltou a melhorar depois de um período mais parado, ligado às incertezas do cenário pós-eleitoral.

A carne já reflete o movimento no atacado. Em 27 de outubro, a carcaça casada de boi foi negociada a R$ 26,15 por quilo à vista, segundo o Cepea.

Mercado futuro projeta mais alta

Segundo análise da Farmnews, os contratos futuros já precificam novos recordes, acima de R$ 400 por arroba. O Cepea divulga o indicador do boi gordo a cada dia útil, e o próximo fechamento mensal será o de novembro.

O que muda para o RS

O consumidor gaúcho sente o movimento no açougue, mas não de uma vez. O preço do boi gordo puxa o da carcaça e, depois, o dos cortes. O ritmo e o tamanho do repasse dependem de cada frigorífico e de cada mercado.

Para o pecuarista do RS, os indicadores de São Paulo e de Mato Grosso do Sul são a referência de preço. Com o bezerro em patamar recorde, a reposição também fica mais cara para quem precisa recompor o rebanho.

O que ainda não se sabe

Não há estimativa de quanto o preço da carne deve subir nos açougues e mercados do RS. Também não está definido se a arroba vai se firmar acima de R$ 400, como apontam os contratos futuros.

Linha do tempo

  • 15/10: indicador Cepea/Esalq chega a R$ 380 por arroba, recorde da série iniciada em 1994.
  • 27/10: carcaça casada de boi negociada a R$ 26,15 por quilo à vista.
  • 30/10: indicador fecha em R$ 389,90, novo recorde nominal; bezerro em MS a R$ 3.573.
  • 31/10: com o fechamento do mês, o indicador soma alta de 7,03% em outubro.
  • 02/11: Reuters aponta negócios pontuais acima de R$ 400 com frigoríficos exportadores em São Paulo.

Perguntas e respostas

Quanto está a arroba do boi gordo? O Indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 389,90 por arroba em 30 de outubro, recorde nominal da série.

Por que o preço do boi sobe? A oferta de animais prontos para o abate é curta, por causa do ciclo pecuário. Os frigoríficos disputam os lotes, a reposição ficou mais cara e a demanda externa segue firme.

A arroba já chegou a R$ 400? Em negócios pontuais com frigoríficos exportadores em São Paulo, segundo a Reuters. O valor não é o do indicador do Cepea.

A carne vai ficar mais cara no Rio Grande do Sul? O preço do boi é o ponto de partida do que chega ao açougue, mas o repasse ao varejo gaúcho depende de cada frigorífico e de cada mercado.

Quanto subiu o boi em 2026? Desde o último registro de 2025, a arroba paulista subiu R$ 70,70, ou 22,1%.

Quanto vale o bezerro? Em Mato Grosso do Sul, o bezerro ficou em patamar recorde, a R$ 3.573 por cabeça.

Perguntas frequentes

Quanto está a arroba do boi gordo?

O Indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 389,90 por arroba em 30 de outubro, recorde nominal da série, iniciada em 1994.

Por que o preço do boi sobe?

A oferta de animais prontos para o abate é curta, por causa do ciclo pecuário. Os frigoríficos disputam os lotes, a reposição ficou mais cara e a demanda externa segue firme.

A arroba já chegou a R$ 400?

Em negócios pontuais com frigoríficos exportadores em São Paulo, segundo a Reuters. O valor não é o do indicador do Cepea.

A carne vai ficar mais cara no Rio Grande do Sul?

O preço do boi é o ponto de partida do que chega ao açougue, mas o repasse ao varejo gaúcho depende de cada frigorífico e de cada mercado.

Quanto subiu o boi em 2026?

Desde o último registro de 2025, a arroba paulista subiu R$ 70,70, ou 22,1%.

Quanto vale o bezerro?

Em Mato Grosso do Sul, o bezerro também ficou em patamar recorde, a R$ 3.573 por cabeça.

Saber mais: fontes consultadas (9)

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