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Anvisa reforça proibição da ashwagandha após britânica fazer transplante de fígado

Erva sem registro no país tem fabricação, venda e uso vetados desde a resolução publicada em novembro de 2022, e a agência pede denúncia de comércio ilegal.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ashwagandha, erva sem registro no Brasil, cuja fabricação, venda e uso estão proibidos desde novembro de 2022.
Foto: Divulgação/portal.crfsp.org.br

Anvisa reforça proibição da ashwagandha após britânica fazer transplante de fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta quarta (21) que a ashwagandha não tem registro no Brasil. A fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso da erva são proibidos no país. O alerta veio após a repercussão do caso da britânica Lois Kinder, 44 anos. Ela precisou de um transplante de fígado depois de cerca de um ano tomando gomas com a erva.

A proibição vale para todo o país, inclusive o Rio Grande do Sul. Quem usa ou pensa em comprar produtos com ashwagandha, vendidos como calmante natural, deve saber que eles são irregulares. A Anvisa lembra que a decisão de suplementar deve ser avaliada com profissionais de saúde, a quem cabe orientar tipo, quantidade e forma de uso.

O caso que gerou o alerta

Lois, que mora em Lymm, em Cheshire, na Inglaterra, tomava duas gomas com ashwagandha por dia havia cerca de um ano, depois de conhecer o suplemento nas redes sociais. Ela também atuava como afiliada no TikTok e recebia produtos com a erva para divulgar e vender.

Em julho, a pele e os olhos ficaram amarelados, e ela foi diagnosticada com falência aguda do fígado. Ela recebeu o órgão doado em 22 de julho. Durante a cirurgia, teve três paradas cardíacas, provocadas por um coágulo que bloqueou a principal artéria dos pulmões, e ficou com danos cerebrais graves.

Segundo o relato da família à imprensa britânica, os médicos acreditam que a ashwagandha pode ter causado a lesão no fígado, mas a causa ainda está sendo investigada. A Anvisa trata o produto, em sua nota, como apontado como causa de falência hepática, paradas cardíacas e dano cerebral da britânica.

O que diz a regra no Brasil

A proibição consta da Resolução RE 3.669/2022, publicada no Diário Oficial da União em 7 de novembro de 2022. A norma alcança pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos irregulares. Na mesma resposta, a agência disse que a manipulação sob prescrição individualizada não foi incluída no texto da resolução, mas que a divulgação e a propaganda de preparações com a erva também são vetadas.

A regra geral para suplementos é a RDC 243/2018: eles só podem ser feitos com ingredientes autorizados pela Anvisa. A ashwagandha não integra essa lista. A Anvisa não informou operações ou apreensões recentes no Rio Grande do Sul.

Como denunciar

Quem encontrar a venda ou a propaganda de suplemento com ashwagandha pode denunciar à Anvisa ou à vigilância sanitária do município. A agência afirma fiscalizar a comercialização desses produtos.

Perguntas frequentes

A ashwagandha é proibida no Brasil?

Sim. A Anvisa informou que não há registro da erva no país e que sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos.

Onde denunciar a venda de produtos com ashwagandha?

Pela Anvisa ou pela vigilância sanitária do município.

Qual norma proíbe a ashwagandha?

A Resolução RE 3.669/2022, publicada no Diário Oficial da União em 7 de novembro de 2022.

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