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Américas passam de 56 mil casos de sarampo e 80 mortes; Brasil soma 61 casos em 2026

Casos importados confirmados pelo Ministério da Saúde até 5 de outubro estão em SP, AM e RJ; a tríplice viral é gratuita no SUS.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Frascos da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, disponível gratuitamente no SUS.
Foto: Divulgação/Gov

Américas passam de 56 mil casos de sarampo e 80 mortes; Brasil soma 61 casos em 2026

As Américas somam mais de 56 mil casos de sarampo e pelo menos 80 mortes, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os números constam de reportagem da Agência Brasil publicada nesta quarta (21).

Para quem vive no Rio Grande do Sul, o recado prático é conferir a caderneta de vacinação. O Brasil registrou 61 casos da doença neste ano, a maioria com origem importada. Até 5 de outubro, o Ministério da Saúde contabilizava 52 casos importados: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. O RS não aparece nessa lista. A Secretaria da Saúde do Estado mantém a vigilância e alerta para o risco de reintrodução do vírus.

Mesmo com os casos importados, o país continua livre da circulação endêmica do sarampo. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 43 casos, sem óbitos.

A pressão vem de fora. Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026 na região, segundo a Opas. Os EUA têm mais de 4,4 mil casos confirmados este ano, com três mortes, e 98% dos infectados não estavam totalmente vacinados. Para Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o discurso antivacina e as mudanças nas recomendações do governo dos EUA ajudam a explicar esse quadro.

Cobertura está abaixo da meta de 95%

Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 93,10% no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. A meta do Ministério da Saúde é 95%. A cobertura da segunda dose está em 80% no país. O ministério não informou o índice do RS.

O esquema de rotina prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Segundo a Secretaria da Saúde do RS, quem não comprova vacinação deve tomar duas doses entre 12 e 29 anos, e uma dose entre 30 e 59 anos.

Serviço: a vacina é gratuita no SUS, e quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta. Leve o cartão de vacinação ou outro comprovante; a unidade avalia as doses necessárias conforme a idade e o histórico de cada pessoa.

Perguntas frequentes

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo sem comprovação de vacinação?

Segundo a Secretaria da Saúde do RS, quem não comprova vacinação deve tomar duas doses entre 12 e 29 anos, e uma dose entre 30 e 59 anos.

A vacina contra o sarampo é paga?

Não. A tríplice viral é gratuita no SUS, e quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta.

Que documento levar para atualizar a vacinação contra o sarampo?

Leve o cartão de vacinação ou outro comprovante; a unidade avalia as doses necessárias conforme a idade e o histórico de cada pessoa.

Qual é o esquema de rotina da vacina contra o sarampo?

A primeira dose é aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

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