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Vendaval destrói galpão de arrozeiro em Alegrete; prejuízo estimado chega a R$ 1 milhão

Lavoura escapou porque o arroz ainda não tinha nascido, mas tratores, retroescavadeira e caminhão ficaram danificados.

Redação Bairrista · 11 de outubro de 2026 às 17:49 · 2 min de leitura

Ilustração: galpão rural destruído por vendaval em lavoura de arroz na Fronteira Oeste do RS, com tratores danificados
Imagem: Bairrista/IA

Um vendaval destruiu a sede da propriedade do produtor de arroz Lucas Di Napoli, em Alegrete, na Fronteira Oeste. O galpão de 600 metros quadrados desabou, e tratores, uma retroescavadeira e um caminhão ficaram danificados. Di Napoli calcula o prejuízo entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão e diz que o levantamento ainda está em andamento.

A lavoura não teve perda. Segundo o produtor, o arroz semeado ainda não havia nascido, e o frio acima do normal para a época segurou a emergência das plantas. O problema está no calendário: Di Napoli afirma que precisa dos tratores para terminar o plantio.

Di Napoli diz que o maquinário tem conserto e que só essa parte deve custar cerca de R$ 300 mil. Do galpão, segundo ele, não sobrou nada. Ele relata que a chuva dos dias seguintes não causou estragos como as rajadas.

Fronteira Oeste já semeou 65% da área prevista

O plantio do arroz na região está à frente do restante do Estado. Pelo levantamento do Irga atualizado em 9 de outubro, 282.871,71 hectares já foram semeados no RS, ou 32,82% da intenção de 861.778,96 hectares para a safra 2026/27.

A Fronteira Oeste lidera, com 162.947 hectares semeados, o equivalente a 65,81% da intenção regional. Em seguida vem a Zona Sul, com 75.768,60 hectares e 52,11% da área prevista.

Alegrete já lidava com estragos de outros temporais

A cidade vinha de uma sequência de eventos extremos. O Instituto Federal Farroupilha (IFFar) avalia os danos do temporal que atingiu o Campus Alegrete em 26 de setembro. Segundo a engenharia do instituto, aproximadamente 90% das edificações do campus foram afetadas. O prejuízo com equipamentos, mobiliário e insumos é estimado em cerca de R$ 6,9 milhões.

O Rio Ibirapuitã estava em 7,72 metros na manhã de sexta (9) e seguia na cota de atenção. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Alegrete, Adão Roberto Rodrigues, a inundação deixou 30 famílias desabrigadas, num total de 91 pessoas. Outras 61 famílias, com 160 pessoas, ficaram desalojadas.

Na madrugada de quinta (8), a Defesa Civil estadual emitiu alerta de tempestade severa para as proximidades de Alegrete, com possibilidade de rajadas acima de 100 km/h.

Serviço

  • Defesa Civil: telefone 199, para registrar danos e pedir ajuda em caso de temporal.
  • Acompanhamento da semeadura: boletins semanais do Irga, por região arrozeira.

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