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UFPel recruta 300 voluntários com 50+ para pesquisa de exame de sangue contra Alzheimer

Estudo da UFRGS testa se o teste detecta alterações da doença anos antes dos sintomas; quem participar recebe o laudo ao fim da etapa.

Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

Foto: UFPel recruta 300 voluntários com 50+ para pesquisa de exame de sangue contra Alzheimer
Foto: Governo RS / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

TÍTULO: UFPel recruta 300 voluntários com 50+ para pesquisa de exame de sangue contra Alzheimer

Quadro: UFPel recruta 300 voluntários com 50+ para pesquisa de exame de sangue contra Alzheimer
Ficha de serviço · Bairrista

TEXTO: A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) procura 300 voluntários com 50 anos ou mais para uma pesquisa que valida o diagnóstico de Alzheimer por exame de sangue na população brasileira. O estudo, chamado IB-BioNeuro, é conduzido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). As coletas começaram no início de 2026 e seguem até o fim de 2027.

Podem participar moradores do sul do estado com 50 anos ou mais e sem comprometimento cognitivo. Os selecionados fazem uma entrevista e doam uma amostra de sangue. Ao final da etapa, quem quiser recebe o laudo com o resultado do próprio exame.

O que o estudo investiga

A Iniciativa Brasileira de Biomarcadores em Doenças Neurodegenerativas (IB-BioNeuro) busca identificar, no plasma sanguíneo, alterações biológicas associadas ao Alzheimer anos antes dos primeiros sintomas. A tecnologia e a metodologia já foram testadas em populações do Hemisfério Norte. Agora, os pesquisadores avaliam a aplicação em grupos com características genéticas e sociais mais diversas, como a brasileira.

"A população brasileira tem contextos diferentes, além da ancestralidade, o que acaba implicando em questões biológicas que modificam as concentrações dos biomarcadores", explica o professor Roberto Almeida, coordenador da pesquisa na UFPel.

Como é o teste

O exame analisa proteínas presentes na corrente sanguínea, chamadas de biomarcadores. A coleta é igual a um exame de sangue comum.

Depois, o material passa por equipamentos de alta precisão, capazes de isolar e medir proteínas cerebrais no plasma em concentrações minúsculas. Os cientistas verificam se os níveis dos biomarcadores estão alterados.

"Essas proteínas presentes no organismo, em determinado momento, sofrem uma alteração que modifica alguns parâmetros relacionados a toda essa cascata que leva à neurodegeneração", afirma Almeida.

O Brasil tem hoje dois equipamentos desse tipo, ambos instalados na UFRGS. A compra dos aparelhos contou com apoio dos governos federal e estadual. Validar o método para o público do Hemisfério Sul pode agilizar os diagnósticos e reduzir custos em relação às alternativas atuais.

Meta é 3 mil voluntários em dez regiões do RS

A fase inicial prevê amostras de 3 mil voluntários, distribuídos por dez regiões do Rio Grande do Sul. A UFPel cuida da busca de participantes e da realização dos testes no sul do estado, com meta local de 300 pessoas. O projeto nasceu no RS e deve se expandir para outras universidades brasileiras.

Serviço

Para participar, é preciso ter 50 anos ou mais e não apresentar comprometimento cognitivo. Quem tiver interesse deve preencher o formulário da pesquisa, disponível no site da UFPel. A entrevista dura cerca de duas horas, e a coleta de sangue faz parte do processo. As coletas seguem até o fim de 2027.

Perguntas frequentes

Quem pode participar da pesquisa da UFPel sobre Alzheimer?

Moradores do sul do Rio Grande do Sul com 50 anos ou mais e sem comprometimento cognitivo.

Quanto tempo dura a entrevista do estudo?

A entrevista dura cerca de duas horas, e a coleta de sangue faz parte do processo.

Até quando as coletas da pesquisa seguem?

As coletas seguem até o fim de 2027.

Como se inscrever no estudo IB-BioNeuro?

Preencher o formulário da pesquisa disponível no site da UFPel.

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