TSE diz que missões de observação reconhecem capacidade da Justiça Eleitoral no 1º turno
Em cerimônia com representantes de cerca de 44 países, presidente do tribunal citou relatórios preliminares da OEA, do Parlasul, do Centro Carter e da Uniore na véspera do segundo turno.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, disse neste sábado (24), em Brasília, que observadores reconheceram a capacidade operacional da Justiça Eleitoral. A avaliação consta de relatórios preliminares de missões nacionais e internacionais sobre o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. A fala foi feita a embaixadores e representantes de organismos internacionais, na véspera do segundo turno, marcado para domingo (25).

Para o eleitor gaúcho, que volta às urnas neste domingo, o recado é institucional. É a avaliação do próprio TSE sobre o que observadores viram até agora, e não um balanço final das missões.
O que Nunes Marques atribuiu aos observadores
Segundo o ministro, os observadores elogiaram as urnas eletrônicas e o preparo dos mesários. Também aprovaram os mecanismos de auditoria e transparência da transmissão, da totalização e da divulgação dos resultados. Ele citou nominalmente a OEA, o Parlasul, o Centro Carter e a Uniore (União Interamericana de Órgãos Eleitorais).
Nunes Marques disse que as avaliações preliminares foram "amplamente convergentes". Afirmou ainda que as missões registraram votação em geral "tranquila e organizada" nos locais acompanhados. A ressalva está na própria declaração: os observadores não identificaram "incidentes graves" nas localidades visitadas. Isso vale para os pontos que eles acompanharam, não para todo o país.
O relatório da missão da OEA, divulgado em 6 de outubro e chefiado pelo ex-secretário-geral da entidade José Miguel Insulza, avaliou que a votação de 4 de outubro foi organizada e sem incidentes de maior gravidade.
Pontos a melhorar e fala sobre interferência
O presidente do TSE também falou em aperfeiçoamento. Disse que o Brasil segue aberto à troca de ideias sobre o processo eleitoral, com base nas experiências apresentadas pelos observadores. Segundo o ministro, as observações dos convidados internacionais serão consideradas na avaliação do processo e na elaboração de novas medidas. Ele citou apontamentos sobre filas e identificação biométrica, entre outros.
A diretora de Assuntos Internacionais do TSE, a juíza Renata Gil, falou em interferência externa. Disse que "insinuações de interferência externa desafiaram a confiança pública" e que a Justiça Eleitoral precisou agir "distinguindo fatos de narrativas". Ela não apontou autores nem episódios.
No primeiro turno, em 4 de outubro, o próprio Nunes Marques havia dito que não foram identificados fatos que apontassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Houve redução expressiva de denúncias sobre integridade do processo e possível supressão do voto em relação a 2022, segundo o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral.
Serviço
O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo (25). A cerimônia com os observadores internacionais deste sábado foi na sede do TSE, em Brasília.
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