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Agro

Tomate longa vida salta de R$ 4 para R$ 11,50 o quilo na Ceasa-RS; alta é de 187,5%

Chuva e falta de sol derrubam a colheita de hortigranjeiros no estado, com perdas acima de 30%, e supermercados gaúchos buscam tomate em outros estados.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

Hortaliças com folhas danificadas em lavoura do Rio Grande do Sul, após períodos de chuva e pouco sol que reduziram a colheita.
Foto: Divulgação/Piranot

O quilo do tomate longa vida passou de R$ 4 para R$ 11,50 nas Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), em Porto Alegre, uma alta de 187,5%. Chuvas e falta de sol reduziram a produção de hortigranjeiros no estado. Os números foram divulgados pela TV Globo neste domingo (25).

Para quem compra, o aumento tende a chegar à gôndola e à banca da feira. A cotação da Ceasa é de atacado, e o preço final varia conforme o ponto de venda. Com a quebra da safra local, os supermercados gaúchos passaram a buscar mercadoria em outras regiões do país, o que encarece o frete e reduz a oferta.

Perda passa de 30% e chega a 40% em Santa Maria

Segundo a reportagem, as perdas já passam de 30% na produção estadual de hortigranjeiros. O número vale para o conjunto das hortaliças, não só para o tomate. A situação mais grave está na Região Central: em Santa Maria, a Emater aponta danos de 40% para os produtores.

Na lavoura do produtor Milton Cauzzo, em Santa Maria, a água tomou os corredores entre as plantações. Dos 15 mil pés de alface que resistiram, vários apresentam manchas, e parte dos pimentões e berinjelas não chegou a brotar.

Tomate de São Paulo também sofre com chuva

Os supermercados trazem tomate de São Paulo, que também sofre com as chuvas, e melancia de Goiás. A reportagem não identifica as redes nem informa o custo extra do frete.

Nas regiões produtoras, o preço já subia antes. Em Caxias do Sul, o quilo do tomate longa vida foi de R$ 5,25 para R$ 7,50 em uma semana, no início de outubro. A Emater/RS-Ascar citou geadas, frio, chuva e nebulosidade como fatores que reduziram a produção local.

O excesso de umidade pesa também sobre outras culturas. A soja ocupava 3% da área prevista, e a Emater prevê menos melancia e morango. Ainda não há previsão divulgada para a normalização da oferta e dos preços do tomate.

A cotação diária das hortaliças pode ser consultada no boletim de preços da Ceasa-RS.

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