SP tem cerca de 60 casos de mpox em 30 dias; no RS, vacina é só para grupos de risco
Brasil soma 665 casos em 2026 e o Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses; o último balanço público da SES-RS é de fevereiro.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

São Paulo confirmou cerca de 60 casos de mpox nos últimos 30 dias, segundo a CNN Brasil, que atribui o dado à Secretaria de Estado da Saúde paulista. O estado soma 300 casos em 2026, sem mortes, de acordo com a mesma reportagem, publicada em 5 de novembro.
No Brasil, são 665 casos confirmados neste ano, informou o Ministério da Saúde. O governo federal autorizou nesta quinta (5) a compra de até 20 mil doses da vacina por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O que se sabe sobre o RS
O balanço público mais recente da Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS), de fevereiro, confirmou o primeiro caso de mpox de 2026 no estado, em um paciente residente de Porto Alegre. Em 2024, o RS contabilizou 21 casos confirmados e, em 2025, outros 22. Naquela data, nove casos suspeitos de 2026 haviam sido descartados e dois seguiam em investigação.
A SES-RS ainda não divulgou um total atualizado de casos para este ano.
Como a doença passa
Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele e secreções de pessoa infectada, além de objetos contaminados. Contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode transmitir.
A SES-RS orienta higienizar as mãos com frequência, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar contato com pessoas com lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado.
Vacina é para grupos prioritários
A vacina contra mpox está no SUS, mas não é aplicada em toda a população. A estratégia segue as recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de formas graves da doença.
Entre os grupos estão pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos T CD4 muito baixa, critério definido pelo Ministério da Saúde. Profissionais de laboratório que lidam diretamente com Orthopoxvírus também entram.
O esquema é de duas doses, com 28 dias de intervalo, segundo o Ministério da Saúde. Depois de contato com um caso confirmado, a vacina deve ser aplicada preferencialmente em até quatro dias, podendo ser dada até o 14º dia. Em Porto Alegre, contatos do caso de fevereiro receberam a vacina logo após a confirmação.
O Ministério não informou quando as novas doses chegam nem como serão divididas entre os estados.
Serviço
Quem notar lesões na pele ou outros sintomas compatíveis com mpox deve procurar uma unidade de saúde. Os serviços municipais são orientados a notificar casos suspeitos de imediato, coletar amostras e enviá-las ao Laboratório Central do Estado (Lacen). Quem se enquadra nos grupos prioritários deve consultar a secretaria municipal de saúde sobre onde se vacinar.
Perguntas frequentes
Quem pode tomar a vacina contra mpox no RS?
Ela é priorizada para pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos T CD4 muito baixa e para profissionais de laboratório que lidam diretamente com Orthopoxvírus.
Quantas doses são necessárias?
O esquema é de duas doses, com 28 dias de intervalo, segundo o Ministério da Saúde.
Quando chegam as novas doses da vacina?
O Ministério da Saúde não informou quando as novas doses chegam nem como serão divididas entre os estados.
Quantos casos de mpox o RS teve em 2025?
Foram 22 casos confirmados em 2025, segundo o balanço da SES-RS citado na matéria.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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