Sobe para oito o número de mortos em ataque a funeral em igreja na Jordânia
Ministro da Saúde diz que 26 feridos seguem internados, um em estado grave; governo decreta luto de três dias e polícia procura os atiradores.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O número de mortos no ataque desta sexta (23) a uma igreja no sul da Jordânia subiu para oito neste sábado (24), depois que um dos feridos morreu. A informação é do ministro da Saúde, Ibrahim Al-Bdour, à AFP. Outras 26 pessoas continuam internadas, uma delas em estado grave.

A igreja greco-ortodoxa fica na aldeia de Hammud (também grafada Hamoud), na província de Karak, a cerca de 180 quilômetros de Amã. Segundo a Direção de Segurança Pública, os atiradores desceram de um veículo e abriram fogo durante um cortejo fúnebre. Entre 150 e 200 pessoas estavam dentro e ao redor da igreja, segundo uma testemunha. Na sexta, o balanço oficial era de sete mortos e 34 feridos.
Autores seguem sem identificação
O ministro do Interior, Mazen Al-Faraya, disse que o ataque foi cometido por extremistas. Em nota, o governo falou em "agressores desconhecidos" e não informou se algum deles foi preso ou morto. Ninguém reivindicou o atentado até agora.
O primeiro-ministro Jafar Hassan afirmou que o ataque resulta de uma ideologia extremista baseada no takfir, a prática de declarar outros muçulmanos ou fiéis infiéis. A Promotoria-Geral de Amã proibiu a divulgação de detalhes do caso.
Luto nacional e condenações
Hassan decretou três dias de luto nacional a partir de sexta, com bandeiras a meio mastro em ministérios e órgãos públicos. O rei Abdullah II visitou os feridos no hospital de Karak e prometeu agir com "punho de ferro" contra os responsáveis. A presença policial foi reforçada em frente à igreja.
No exterior, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque durante um funeral como "especialmente abominável". A comissária da União Europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Šuica, disse que o bloco está ao lado da Jordânia. A Turquia também condenou o ataque.
Os serviços de segurança jordanianos continuam atrás dos autores. Medidas de segurança foram reforçadas em Amã e em outras cidades.
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