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Sindicatos convocam greve nacional na França para 5 de novembro após 1.314 detidos

Novas marchas estão marcadas para sábado (31); no ato de 24 de outubro, o governo contou 410 mil manifestantes e a CGT, 800 mil.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 1 min de leitura

Atualizada 25/10, 19:49 · Sindicatos convocaram novas manifestações para sábado (31) e uma greve nacional para 5 de novembro na França.

Foto: França tem 1.314 detidos e 53 policiais feridos em novo sábado de protestos
Foto: Thomon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Centenas de milhares de pessoas voltaram a protestar na França no sábado (24) em defesa do poder de compra e por serviços públicos melhores. Neste domingo (25), o Ministério do Interior contabilizou 1.314 detenções, 53 integrantes das forças de segurança feridos e 24 comércios saqueados.

Os sindicatos responderam com um novo calendário: convocaram manifestações para o próximo sábado (31) e uma greve nacional em 5 de novembro. As pautas são salários, custo de vida e serviços públicos.

Quadro: Sindicatos convocam greve nacional na França para 5 de novembro após 1.314 detidos
Em números · Bairrista

A violência ficou bem abaixo da registrada uma semana antes. No sábado anterior (17), o ministério havia contado 2.628 detenções e 1.144 agentes feridos. Os bombeiros fizeram 75 intervenções por incêndios, contra 2.025 em 17 de outubro. Naquele dia, 1.522 comércios foram vandalizados ou saqueados. O balanço é provisório. Várias investigações foram abertas.

Governo e CGT divergem na contagem

O ministério estimou 410 mil manifestantes no país, contra 550 mil no sábado anterior. A CGT falou em 800 mil, o mesmo número da semana passada, incluindo 250 mil em Paris. Para a capital, o governo calcula 110 mil pessoas.

O dispositivo de segurança reuniu mais de 70 mil policiais e gendarmes, cerca de 20% a mais que na semana anterior. Houve confrontos em Paris, Lyon, Toulouse e Bordeaux. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou a presença de detidos em Montpellier e Nice, onde também houve choques. Em Marseille, houve saques à margem dos cortejos.

Nuñez avaliou na noite de sábado que os cortejos transcorreram bem. Os atos aconteceram apesar da recomendação do presidente Emmanuel Macron de que as pessoas não fossem às ruas. Os protestos também pedem justiça fiscal e social.

Atualização: a matéria incluiu a convocação de novas manifestações para sábado (31) e de greve nacional para 5 de novembro, anunciadas pelos sindicatos.

Saber mais: fontes consultadas (6)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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