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Senado do Paraguai julga Peña, que segue presidente após renúncia travada

O presidente pediu 72 horas para preparar a defesa no processo ligado ao Ueno Bank, enquanto o Congresso não aceitou a renúncia por falta de quórum.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Fachada do Palacio Legislativo, sede do Congresso paraguaio, em Assunção.
Foto: Iwan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O Senado do Paraguai abriu nesta sexta (6) a segunda jornada do juízo político contra o presidente Santiago Peña, acusado de "mal desempenho de suas funções" por vínculos com o Ueno Bank. O banco é uma entidade privada cujo fechamento desatou uma crise financeira e política no país. Peña continua formalmente no cargo.

A renúncia anunciada na quinta (5) não chegou a ser aceita. O Congresso não reuniu quórum depois que legisladores do Partido Colorado deixaram a sessão. A informação de que ele teria deixado o poder não procede: Peña permanece formalmente na Presidência.

Quadro: Senado do Paraguai julga Peña, que segue presidente após renúncia travada
Entenda em um quadro · Bairrista

Para o RS, o caso importa porque o Paraguai é sócio do Mercosul, bloco no qual o estado mantém comércio.

Câmara aprovou por unanimidade

A acusação veio da Câmara dos Deputados, que aprovou o juízo político por unanimidade, com 78 votos favoráveis.

A investigação trata dos vínculos de Peña com o banco, que recebeu recursos de entidades do Estado durante o governo. O ex-presidente Horacio Cartes, do Partido Colorado, informou em comunicado que o partido acompanha o processo. Segundo Cartes, o objetivo é reencauzar a institucionalidade da República.

Peña pediu 72 horas para a defesa

Antes da sessão, Peña pediu ao Senado um prazo de 72 horas. Ele disse ter recebido às 22h15 de quinta uma acusação de 15 páginas, com anexos de cerca de 300 folhas. Segundo o Metrópoles, o Senado negou a prorrogação e vai votar o processo. Esse ponto não foi confirmado nos textos de agência consultados.

Peña afirmou que vai exercer o direito de defesa. A declaração veio logo depois de fracassar a sessão do Congresso que trataria da renúncia. A defesa estava marcada para esta sexta (6), a partir das 10h no Paraguai. Depois de ouvi-lo, o Senado decide se o destitui.

Perguntas frequentes

O presidente Peña ainda está no cargo?

Sim. A renúncia anunciada na quinta (5) não foi aceita, porque o Congresso não reuniu quórum, e Peña segue formalmente na Presidência.

Quem acusou Peña no juízo político?

A acusação veio da Câmara dos Deputados, que aprovou o juízo político por unanimidade, com 78 votos favoráveis.

O que Peña pediu ao Senado?

Um prazo de 72 horas para preparar a defesa no processo ligado ao Ueno Bank.

Por que o caso importa para o Rio Grande do Sul?

Porque o Paraguai é sócio do Mercosul, bloco no qual o estado mantém comércio.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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