Marinho diz ter 40 votos para presidir o Senado; estimativas apontam piso de 32
Alcolumbre busca a reeleição com respaldo do governo Lula e de partidos do Centrão, e a votação secreta de 1º de fevereiro de 2027 exige 41 dos 81 votos.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirma ter ao menos 40 votos para derrotar Davi Alcolumbre (União-AP) na eleição para a presidência do Senado. Depois de reunião em Brasília, na quarta (4), Marinho disse contar com o apoio de ao menos 40 senadores. A conta é de campanha e não foi comprovada. Estimativas publicadas por veículos de imprensa dão ao candidato do PL um piso menor.
Para o leitor gaúcho, o que está em jogo é quem comanda a pauta do Senado no biênio 2027-2028. A eleição definirá a presidência da Casa nesse período. É o presidente quem organiza as votações do plenário, onde passam as propostas do governo Lula e as da oposição.

Duas contas para o mesmo plenário
O Senado tem 81 parlamentares, e o candidato precisa de pelo menos 41 votos, em votação secreta. Por isso, declarações de apoio não garantem o voto no dia. A Gazeta do Povo estima que Marinho tenha um piso de 32 votos, somando PL e Novo. Os 40 votos citados por ele são uma declaração dele, não uma contagem verificada.
O PL já tenta reduzir o risco de traições. Diante dessa possibilidade, o partido defende que a votação seja aberta. Até agora, a eleição segue como voto secreto.
Alcolumbre tem governo e Centrão; direita segue dividida
Alcolumbre busca a reeleição com respaldo de Lula e de partidos do Centrão. A direção do PP anunciou apoio a ele, mas a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também articula candidatura.
Tereza é ex-ministra da Agricultura e líder do PP no Senado. Segundo a Gazeta do Povo, ela parte de uma base de 12 a 15 votos, vindos do PP e de frentes ligadas ao agro. É o setor com mais peso na economia de cidades gaúchas como Uruguaiana, Passo Fundo e Santa Rosa.
Marinho lidera a maior bancada do Senado e baseia sua plataforma na defesa da Constituição e no controle das decisões individuais de ministros do STF. Na sexta-feira (30), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que indicaria Marinho para presidir a Casa e afirmou que a trincheira da oposição seria o Congresso, especialmente o Senado.
Aliança entre Marinho e Tereza ainda não saiu
Os dois negociam uma candidatura única para não dividir os votos contra Alcolumbre. A proposta discutida prevê que o candidato com menor viabilidade retire o nome em janeiro. Abordada nos corredores do Senado, Tereza negou que vá desistir.
Serviço
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando os novos parlamentares tomam posse e escolhem a Mesa Diretora para um mandato de dois anos. A votação é secreta, e vence no primeiro turno quem somar 41 votos. A decisão cabe aos 81 senadores, em Brasília.
Perguntas frequentes
Quantos votos são necessários para presidir o Senado?
São 41 votos dos 81 senadores, na votação secreta de 1º de fevereiro de 2027.
Quando será a eleição para a presidência do Senado?
Em 1º de fevereiro de 2027, quando os novos parlamentares tomam posse e escolhem a Mesa Diretora para dois anos.
Quantos votos Rogério Marinho tem, de fato?
Ele afirma ter ao menos 40, mas a conta é de campanha e não foi comprovada; estimativas da Gazeta do Povo apontam piso de 32 votos.
Por que o PL quer votação aberta?
Para reduzir o risco de traições, já que o voto secreto dificulta confirmar apoios declarados.
Saber mais: fontes consultadas (6)
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