São Paulo contesta ação de Casares, pede extinção do processo e fala em "alucinações"
Clube diz que o ex-presidente expulso busca um aval para a própria gestão e aponta cerca de R$ 7 milhões em saques sem comprovação suficiente.
Redação Bairrista · Repórter de Esportes · · 2 min de leitura

O São Paulo apresentou nesta sexta (23) a contestação à ação em que o ex-presidente Júlio Casares tenta reverter os efeitos da expulsão do quadro de sócios, decretada por gestão temerária. O clube pede que a Justiça rejeite os pedidos, extinga o processo e obrigue Casares a pagar custas e honorários advocatícios. A ação tramita na 99ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

Para o torcedor, o resultado define se a expulsão segue de pé.
O que o clube alega
Na peça, o departamento jurídico tricolor trata os argumentos de Casares como "alucinações". Segundo o clube, ele não pede a anulação do julgamento que o atingiu e procura na Justiça um "atestado de conformidade" para a própria gestão. A contestação chama a iniciativa de "desleal" e "traiçoeira", uma tentativa de dividir a culpa com funcionários.
O São Paulo se apoia no relatório final da Comissão de Ética. O documento aponta cerca de R$ 7 milhões em saques sem documentação suficiente para comprovar origem, finalidade e destino. O clube também cita despesas pessoais no cartão corporativo, como compras em petshops, restaurantes e lojas de luxo. Diz ainda que a devolução de cerca de R$ 560 mil por Casares não regulariza o uso original do cartão.
O que Casares sustenta
A defesa afirma que os saques, de cerca de R$ 11 milhões, serviram para pagar premiações por títulos. Diz também que as contas de 2021 a 2024 foram aprovadas e que ele agiu de boa-fé. Casares alega ter sido vítima de uma "trama política". Após a expulsão, a defesa já havia dito que o processo teve "cunho eminentemente político, com ares de perseguição".
Casares presidiu o clube de janeiro de 2021 a janeiro de 2026. A Comissão de Ética, com cinco integrantes, recomendou a expulsão por unanimidade. O Conselho Deliberativo aprovou a medida em 10 de setembro, com mais de 220 votos a favor.
Como está o processo
Casares ajuizou a ação em 28 de setembro, poucos dias depois da expulsão. Depois, a 9ª Vara Cível deu 15 dias ao clube para contestar e dispensou a audiência de conciliação. A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido de extinção. A Polícia Civil e o Ministério Público seguem investigando a gestão de Casares nas áreas cível e criminal.
Saber mais
- São Paulo contesta ação de Casares e cita conduta desleal (SpaceMoney)
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