RJ soma 211 casos de mpox em 2026 e recebe mais vacinas; o que vale para o RS
Ministro da Saúde nega surto no país e diz que o Brasil tem 665 casos no ano, enquanto o RS mantém vacinação para grupos de maior risco.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

O estado do Rio de Janeiro chegou a 211 casos confirmados de mpox em 2026, número que já supera os 119 registrados em todo o ano de 2025. Outras 119 notificações seguem em investigação, segundo o Cievs-RJ. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou em 31 de outubro reforço no envio de vacinas ao estado.
Para quem vive no Rio Grande do Sul, o aumento é no Rio, e o estado teve 22 casos confirmados em 2025. A vacinação gaúcha segue ativa para grupos de maior risco, e a Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) mantém as orientações de prevenção.

O que dizem os números do Rio
Na capital fluminense, foram confirmados 74 casos em setembro e outubro de 2026: 45 em setembro e 29 em outubro. No mesmo período de 2025, foram 10. Setembro teve o maior número mensal da cidade nos últimos três anos, segundo o Observatório Epidemiológico municipal.
Os dados do Rio ainda não foram checados em boletim oficial consultável pela reportagem. Por isso, o balanço é atribuído a quem o divulgou.
Padilha afirmou que o Brasil não vive um surto como o de 2022. Segundo o ministro, o país soma 665 casos em 2026, contra quase 11 mil naquele ano. Ele disse que o SUS mantém vigilância e está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar pacientes. Segundo ele, o reforço de vacinas serve para controlar os casos atuais e preparar o atendimento para as aglomerações de fim de ano.
Cenário no RS
O dado mais recente da SES-RS localizado pela reportagem é de fevereiro. Naquele mês, a Secretaria confirmou o primeiro caso de mpox de 2026 no estado, de um morador de Porto Alegre. O RS teve 21 casos confirmados em 2024 e 22 em 2025. No balanço de fevereiro, nove casos suspeitos de 2026 haviam sido descartados e dois seguiam em investigação.
Segundo a SES, a circulação do vírus diminuiu depois de 2022, mas ocorrências esporádicas continuam no estado e no país. Os serviços municipais de saúde são orientados a notificar de imediato os casos suspeitos, coletar amostras e enviá-las ao Laboratório Central do Estado (Lacen).
Prevenção e vacinação
A SES-RS recomenda lavar as mãos com frequência, não compartilhar objetos de uso pessoal, evitar contato com quem tem lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado e procurar atendimento ao notar sintomas.
A vacinação no estado segue as recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de formas graves da doença. Até fevereiro, 865 doses haviam sido aplicadas no RS desde o início da estratégia. Entre os grupos prioritários, estão adultos que vivem com HIV/aids e tiveram CD4 abaixo de 200 células nos últimos seis meses. Também podem se vacinar profissionais de laboratório de 18 a 49 anos que trabalham com Orthopoxvírus em ambientes de biossegurança NB-2.
Quem se enquadra nesses grupos deve consultar a secretaria municipal de Saúde para saber onde a vacina está disponível. Quem tiver lesões de pele ou outros sintomas compatíveis com mpox deve procurar uma unidade de saúde, que notifica o caso à vigilância epidemiológica.
Perguntas frequentes
Quem pode se vacinar contra a mpox no RS?
Estão entre os grupos prioritários adultos que vivem com HIV/aids e tiveram CD4 abaixo de 200 células nos últimos seis meses, além de profissionais de laboratório de 18 a 49 anos que trabalham com Orthopoxvírus em ambientes NB-2.
Onde buscar a vacina contra a mpox?
Quem se enquadra nos grupos prioritários deve consultar a secretaria municipal de Saúde para saber onde a vacina está disponível.
Quantos casos de mpox o RS teve em 2025?
O RS teve 22 casos confirmados em 2025, após 21 em 2024.
O que fazer se tiver lesões de pele compatíveis com mpox?
Procurar uma unidade de saúde, que notifica o caso à vigilância epidemiológica.
Saber mais: fontes consultadas (4)
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