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Relator da PEC da Segurança tira redução da maioridade penal do texto no Senado

Rogério Carvalho propõe que as emendas de Rogério Marinho e Camilo Santana tramitem em separado, e a votação em plenário estava prevista para a terça-feira.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, onde tramita a PEC da Segurança Pública.
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da PEC da Segurança Pública no Senado, apresentou nesta terça (3) um parecer que mantém fora do texto a redução da maioridade penal. Ele propõe que as duas sugestões sobre o tema tramitem como proposições autônomas, sem comprometer a análise da PEC. Este texto foi apurado em veículos que acompanharam a sessão. O parecer integral não foi consultado.

Na prática, o Senado pode votar a PEC sem a polêmica que travou a proposta em outubro. A mudança importa para o leitor gaúcho porque a PEC mexe na organização da segurança pública em todo o país, inclusive no Rio Grande do Sul. O texto prevê incluir o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, regras mais rigorosas para integrantes de facções e milícias e medidas para ampliar o financiamento da área. O Susp amplia a atuação articulada da União com os órgãos de segurança de estados e municípios, o que inclui o Rio Grande do Sul.

Quadro: Relator da PEC da Segurança tira redução da maioridade penal do texto no Senado
Entenda em um quadro · Bairrista

O que o parecer rejeita

As emendas deixadas de fora são duas. A do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), fixa a maioridade penal em 16 anos de forma geral e em 14 anos para crimes hediondos. Camilo Santana (PT-CE) propôs reduzir de 18 para 16 anos exclusivamente para crimes hediondos.

O relator também rejeitou outras quatro emendas, sobre a destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública às Forças Armadas e a inclusão de novas categorias entre os órgãos de segurança.

Por que o tema saiu do texto

Carvalho argumentou que a PEC tem outro objetivo. Segundo ele, a proposta é voltada ao combate ao crime organizado e à reestruturação da governança federativa da segurança pública. O relator afirmou que incluir a maioridade impediria a promulgação imediata e atrasaria o atendimento de necessidades da população.

O senador citou ainda a Câmara. Segundo ele, a Casa criou uma comissão especial para examinar a redução da maioridade de 18 para 16 anos. Para Carvalho, "O assunto, portanto, já tem foro adequado de debate". O governo Lula defende votar a PEC como veio da Câmara e tratar a maioridade em proposta própria.

Oposição mantém o destaque

A oposição não aceitou a separação. Na manhã de terça, Marinho afirmou que a bancada manterá o destaque para votar a emenda que reduz a maioridade para 16 anos e, em crimes hediondos, para 14. Ele também questionou por que o governo não tem coragem de dizer que é contra a redução.

Por isso, o parecer não encerra a disputa. A apresentação do parecer não significa que o Senado já tenha rejeitado de forma definitiva a redução da maioridade penal.

Como chegou a este ponto

Em outubro, depois que a CCJ rejeitou emendas que alterariam a PEC, Marinho apresentou em plenário a sugestão de reduzir a maioridade de 18 para 16 anos, com o apoio de outros 36 senadores. O impasse levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a retirar o item da pauta em 15 de outubro.

Serviço

A PEC estava pautada para esta terça (3). A sessão é no plenário do Senado, em Brasília, com transmissão da TV Senado. Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos.

Perguntas frequentes

A PEC da Segurança ainda pode incluir a redução da maioridade penal?

Pela matéria, o parecer do relator rejeita a inclusão, mas a oposição mantém o destaque para votar a emenda em plenário.

O que a PEC muda para o Rio Grande do Sul?

Ela prevê incluir o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, ampliando a atuação articulada da União com estados e municípios, o que inclui o RS.

Quantos votos a PEC precisa para ser aprovada?

Pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos no Senado.

Quando a PEC estava prevista para votação?

A votação em plenário estava pautada para a terça-feira (3).

Saber mais: fontes consultadas (7)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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