Irã reserva direito de reagir a ataque dos EUA em Qeshm; Petrobras não anunciou reajuste
Teerã fala em "novo campo de batalha", a Guarda Revolucionária diz ter abatido drones americanos e Donald Trump confirmou a operação em entrevista.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Irã afirmou nesta terça (3) que se reserva o direito de se defender depois dos ataques dos Estados Unidos à ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz. Três autoridades americanas disseram à CNN que a ação, limitada, ocorreu na noite de segunda (2) e foi defensiva, para proteger ativos dos EUA na região. Trump confirmou os ataques em entrevista por telefone à Fox News na terça.
Para quem abastece no Rio Grande do Sul, o efeito ainda é indireto: o Brent subiu 1,3% na terça (3), para US$ 106,13 o barril, e por Ormuz passavam cerca de 20 milhões de barris por dia antes da guerra. A Petrobras não anunciou reajuste de gasolina ou diesel.

O que Teerã respondeu
O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, disse que Teerã se reserva o direito de autodefesa. Ele também pareceu minimizar o episódio, ao dizer que faz parte de uma "guerra em curso". A chancelaria iraniana afirmou que o país entra nas negociações com "completo pessimismo", mas participará de qualquer processo diplomático, com cautela.
O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que qualquer erro estratégico dos EUA abriria "um novo campo de batalha". A Guarda Revolucionária disse ter derrubado dois drones de reconhecimento MQM-170 ao sul de Qeshm e destruído um MQ-9 a leste do estreito. A CNN informou que não está claro se o episódio dos drones tem relação com os ataques.
O principal responsável pela segurança iraniana, Mohsen Rezaei, disse que a resposta dos EUA às exigências de Teerã "não é satisfatória".
O que se sabe sobre a ação americana
A agência estatal iraniana IRNA relatou cinco explosões em Qeshm. Veículos americanos disseram que um caça da Força Aérea atingiu um sistema antiaéreo da Guarda Revolucionária na ilha, depois que um míssil foi disparado de Qeshm contra uma aeronave dos EUA.
Segundo o Wall Street Journal, autoridades americanas disseram que as operações visam impedir que o Irã ganhe capacidade de ameaçar a navegação comercial em Ormuz. Elas afirmaram ainda que os EUA fazem ataques menores contra alvos iranianos há várias semanas.
Negociação segue em paralelo
Washington e Teerã sinalizam avanço nos esforços diplomáticos para encerrar um conflito de oito meses. O ataque foi relatado na véspera das eleições legislativas americanas, que Trump indicou poderem marcar a retomada da guerra com o Irã. Autoridades dos EUA disseram que a ação não representa a retomada do conflito.
Quem quer acompanhar o preço da gasolina e do diesel no seu município pode consultar o levantamento semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo), que divulga valores médios por cidade. Qualquer reajuste nas refinarias vem por comunicado da Petrobras.
Perguntas frequentes
O que o Irã disse sobre o ataque dos EUA?
O Irã afirmou que se reserva o direito de se defender; o vice-ministro Kazem Gharibabadi disse que o episódio faz parte de uma "guerra em curso".
Quanto subiu o petróleo após o ataque?
O Brent subiu 1,3% na terça (3), para US$ 106,13 o barril.
A Petrobras reajustou a gasolina ou o diesel?
Não. A Petrobras não anunciou reajuste de gasolina ou diesel até o momento.
Onde consultar o preço dos combustíveis na minha cidade?
No levantamento semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo), que divulga valores médios por município.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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