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Sócios da Riograndense devem decidir até o fim de outubro sobre biorrefinaria de R$ 6 bi

Se Petrobras, Ultra e Braskem derem sinal verde, a refinaria de Rio Grande prevê começar as obras antes de dezembro, com cerca de 4 mil empregos no pico.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 20:42 · 2 min de leitura

Foto de divulgação sobre a Refinaria Riograndense (RPR), em Rio Grande, alvo de projeto de biorrefinaria
Foto: Divulgação/www.novacana.com

A Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR), em Rio Grande, espera que Petrobras, Ultra e Braskem decidam até o fim de outubro se vão tocar a conversão da planta em biorrefinaria. O aporte estimado é de cerca de US$ 1 bilhão.

Para a Zona Sul, a decisão pesa em emprego e arrecadação. No pico das obras, a unidade deve gerar 4 mil empregos, além de 400 a 500 postos fixos na operação.

A refinaria responde por cerca de 30% do retorno de ICMS do município de Rio Grande.

Diretor diz que projeto está tecnicamente aprovado

O diretor de biorrefino da RPR, Flávio Mingorance de Souza, afirmou em setembro que o empreendimento foi aprovado do ponto de vista técnico. A decisão final de investimento deve sair até o fim de outubro.

Com o aval dos sócios, as obras começariam ainda este ano, e a operação está prevista para 2029.

Souza informou que a RPR já investiu cerca de R$ 120 milhões em estudos de engenharia, consultorias e desenvolvimento do projeto. O prazo da decisão já mudou antes: a assessoria da refinaria falava em aprovação no primeiro semestre , e em maio a empresa indicava junho.

Unidade processaria 800 mil toneladas por ano

O projeto completo prevê capacidade de 800 mil toneladas por ano de óleos vegetais, residuais e gorduras animais.

A unidade poderia produzir 620 mil toneladas de combustível sustentável de aviação (SAF) ou 680 mil toneladas de diesel verde (HVO), conforme a demanda do mercado.

O foco principal seria a exportação, com parte do volume destinada ao mercado interno.

Entre os insumos citados por Souza estão óleo de soja, óleo técnico de milho, óleo de cozinha usado e sebo bovino.

A RPR já tem autorização para operar com carga renovável. A ANP liberou o processamento contínuo de matéria-prima 100% renovável e a venda do Bio-GL, equivalente renovável do gás de cozinha.

Petrobras fechou acordo de controle compartilhado da Braskem

A situação societária da Braskem era um dos entraves. Em março, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a espera pela decisão do Cade sobre os novos acionistas da petroquímica travava a discussão do investimento na refinaria.

Em 23 de abril, a Petrobras assinou novo acordo de acionistas da Braskem com o fundo da IG4 Capital, com controle compartilhado.

Entidades de Pelotas e Rio Grande também entraram na discussão. Associações comerciais, câmaras de comércio e o Sindienergia entregaram à direção da refinaria um manifesto em defesa da biorrefinaria, a ser enviado ao Conselho de Administração da empresa.

O próximo passo é a deliberação dos três sócios, prevista até o fim de outubro. Se o projeto for aprovado, a RPR planeja iniciar as obras antes do fim de 2026.

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