Quaest: 48% aprovam governo Lula e 62% veem erro na ida de Flávio Bolsonaro aos EUA
Primeira pesquisa Genial/Quaest depois da eleição também mostra que 56% acreditam que o senador deixou o país para fugir da Justiça, e 35% falam em perseguição política.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Genial/Quaest divulgada neste domingo (8) mostra que 48% dos brasileiros aprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e 44% desaprovam. Outros 8% não sabem ou não responderam. A pesquisa também mediu a reação do eleitorado à viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos depois da eleição. Entre os que sabiam do episódio, 62% consideraram a decisão errada.
Os números são nacionais. O recorte do Rio Grande do Sul não consta nos resultados divulgados até agora, e por isso não dá para dizer como os gaúchos avaliaram Lula ou a viagem.

Aprovação de Lula repete a pesquisa anterior
Este é o primeiro levantamento sobre a avaliação do governo feito depois das eleições. Na pesquisa anterior, de 24 de outubro, a aprovação também era de 48%, e a desaprovação, de 45%. O saldo entre quem aprova e quem desaprova é de apenas quatro pontos.
Na pergunta sobre o que mais preocupa no governo, 27% citam economia, gastos, dívida pública e juros. Além disso, 94% dos entrevistados torcem para que Lula faça um bom governo, o mesmo percentual de dezembro de 2022.
Entre as prioridades apontadas pelos entrevistados, estão o fim da escala 6x1, a isenção de impostos sobre a cesta básica, a valorização do salário mínimo e um pacto contra os feminicídios. Também 48% dizem estar preocupados com o futuro do país, e 44% se dizem otimistas.
62% dos que souberam da viagem a consideram errada
Segundo a Quaest, 89% dos entrevistados disseram saber da ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Entre eles, 62% consideraram a decisão errada, 29% a acharam correta e 9% não souberam ou não responderam. O percentual de 62% vale para quem conhecia o caso, não para todos os ouvidos.
Sobre o motivo, 56% disseram acreditar que ele saiu do país para fugir da Justiça. Outros 35% entenderam que ele quis se proteger de perseguição política. Os dois números mostram a percepção dos eleitores, não uma conclusão sobre a motivação do senador.
A pesquisa perguntou ainda como Flávio agiu diante do resultado da eleição: 60% avaliaram que ele se comportou mal e 25%, que teve boa postura. Sobre os questionamentos dele ao resultado das urnas, 59% desaprovam. Na mesma rodada, 61% disseram que as eleições foram limpas e justas, e 30%, que foram fraudadas.
Como foi feita a pesquisa
A Quaest ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre 30 de outubro e 2 de novembro. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro, de dois pontos percentuais. As entrevistas foram presenciais, nos domicílios.
Perguntas frequentes
A aprovação do governo Lula subiu nesta pesquisa?
Não. A aprovação está em 48%, igual à pesquisa anterior de 24 de outubro, e a desaprovação está em 44%.
O resultado vale para o Rio Grande do Sul?
Não há recorte gaúcho nos resultados divulgados até agora; os números são nacionais, com 2.004 entrevistados entre 30 de outubro e 2 de novembro.
Quantos acham que Flávio Bolsonaro fez errado ao viajar?
Entre os que sabiam da viagem, 62% consideraram a decisão errada, 29% correta e 9% não souberam ou não responderam.
Por que os eleitores acham que Flávio saiu do país?
Para 56%, ele saiu para fugir da Justiça, e para 35%, para se proteger de perseguição política.
Saber mais: fontes consultadas (6)
- Estadão, "Após eleição, 48% aprovam e 44% desaprovam governo Lula; economia é principal preocupação"
- G1, "Quaest: 56% acham que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após as eleições para fugir da Justiça"
- CNN Brasil, "Quaest: 62% dizem que Flávio errou ao fugir para os Estados Unidos"
- Valor Econômico, "Quaest: 56% dos eleitores acham que Flávio saiu do Brasil para fugir da Justiça"
- Folha de S.Paulo, "Quaest: 61% dizem que eleições foram limpas e justas; 30%, fraudadas"
- Brasil 247, "Governo Lula tem 48% de aprovação, aponta Quaest, na primeira pesquisa pós-eleição"
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