Protestos contra a guerra e o custo de vida terminam com 9 presos e confrontos na Itália
Polícia fez 371 conduções a delegacias em atos de sábado, e 110 dos levados eram menores; Milão, palco de saques na semana anterior, não repetiu a violência.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Manifestações contra a guerra e o aumento do custo de vida levaram milhares de pessoas às ruas de cidades italianas no sábado (24). Polícia e manifestantes entraram em confronto em Turim, Roma e Bolonha. Em Milão, o protesto foi em grande parte pacífico.
O balanço do Departamento de Segurança Pública, ligado ao governo italiano, aponta nove prisões, 87 denúncias e 371 pessoas levadas a delegacias, das quais 110 menores e 69 estrangeiros. Outras 4.292 foram identificadas.
Roma e Bolonha têm jatos d'água e gás lacrimogêneo
Em Roma, houve confronto entre manifestantes e agentes. A polícia usou jatos d'água no largo Santa Susanna. Em Turim, houve repetidas tentativas de furar os bloqueios policiais. Em Bolonha, depois de arremesso de pedras e bombinhas, as forças de segurança responderam com gás lacrimogêneo e um canhão d'água. Um jovem ficou ferido e foi levado de ambulância.
Em Turim e em outras cidades, manifestantes queimaram uma foto da primeira-ministra Giorgia Meloni. Os atos também tiveram como alvo o rearmamento e as políticas do governo, segundo a imprensa italiana.
Milão não repetiu saques
Em Milão, testemunhas da Reuters não viram saques nem vandalismo, e muitas lojas fecharam por precaução. O policiamento reforçado foi montado para evitar a repetição do que aconteceu em 17 de outubro. Naquele dia, cerca de 50 pessoas foram detidas, metade delas menores, e 25 ficaram feridas. Lojas do centro foram depredadas.
A polícia também levou uma pessoa à sede policial de Milão para interrogatório. Ela é suspeita de ligação com a organização dos protestos anteriores, convocados pelo chamado Movimento 17 de Outubro. Segundo a imprensa italiana, os investigadores fizeram mais de 150 buscas em várias cidades. Eles identificaram o suposto criador da página do movimento no Instagram, um homem de 30 anos investigado por incitação ao crime. As investigações sobre o movimento seguem abertas.
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