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Protesto em Tirana acaba em confronto; onda de atos na Albânia soma mais de 300 feridos

Estudantes engrossam os atos contra a corrupção e as condições de ensino, que nasceram da reação a um resort ligado à família do presidente americano Donald Trump.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Foto: Protesto em Tirana acaba em confronto; onda de atos na Albânia soma mais de 300 feridos
Foto: Albinfo / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Um protesto contra a corrupção e as condições de ensino terminou em confronto com a polícia em Tirana, capital da Albânia, neste sábado (24). Manifestantes lançaram morteiros pirotécnicos e a polícia respondeu com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água, segundo a AFP.

Pelo balanço das autoridades, a onda de protestos já deixou dezenas de detidos e mais de 300 feridos. Sobre o ato de sábado, o Ministério da Saúde informou sete feridos leves: quatro manifestantes, dois jornalistas e um policial. A polícia não respondeu à consulta da AFP.

Parte dos manifestantes tentou atacar prédios de ministérios. O primeiro-ministro Edi Rama, que governa o país desde 2013, falou em "guerra híbrida" e em violência "alimentada do exterior". Ele culpa "atores estrangeiros" e acusa Rússia e Irã de impulsionar desinformação na internet. O premiê tem pedido diálogo.

Estudantes ampliam o movimento

As aulas voltaram em meados de outubro, e estudantes do ensino médio e universitários se juntaram aos atos. Uma aluna do ensino médio relatou salas com 40 estudantes. Uma dirigente sindical da educação falou em "esgotamento" e disse que ninguém leva em conta as reivindicações da categoria.

Os protestos começaram em maio, contra um resort de luxo ligado a Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump. O projeto prevê hotéis na ilha de Sazan e na área protegida de Vjosa-Narta, zona úmida de Zvërnec com flamingos, focas e ninhos de tartarugas. A promotoria especial anticorrupção (SPAK) abriu investigação sobre os recursos usados na compra dos títulos de terra e na venda a investidores.

A ativista Sidorela Vatnikaj, que chama o movimento de "revolução", disse à AFP que "não se trata apenas de uma questão estudantil".

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