Protesto de caminhoneiros na Itália esvazia mercados e seca 2 aeroportos da Calábria
Salvini, vice-premiê e ministro dos Transportes, diz que o governo admite discutir um teto para o diesel, mas os bloqueios no sul do país seguem até pelo menos 27 de outubro.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

TÍTULO: Protesto de caminhoneiros na Itália esvazia mercados e seca 2 aeroportos da Calábria

TEXTO: Os protestos de caminhoneiros contra a alta do diesel travam o abastecimento no sul da Itália. Nesta quarta (21), os aeroportos de Crotone e Reggio Calábria, na Calábria, ficaram sem combustível de aviação. Em algumas áreas do sul, prateleiras de supermercados ficaram vazias.
O recado para quem vive no RS é o peso do diesel no transporte de comida: quando o frete trava ou encarece, o efeito chega ao mercado. Não há reflexo direto do protesto italiano no Estado.
Aeroportos ficam sem Jet A1 até sexta e sábado
A Enav, órgão italiano de controle de voo, avisou as companhias aéreas por meio de um Notam. Em Crotone, o Jet A1 está indisponível das 22h UTC de 20 de outubro às 22h UTC de 23 de outubro. Em Reggio Calábria, não há Jet A1 nem gasolina de aviação até as 22h UTC de 24 de outubro, data de fim estimada. O aeroporto de Lamezia Terme opera normalmente.
O presidente da Sacal, que administra os aeroportos calabreses, Luciano Vigna, disse à agência Adnkronos que os voos partiram porque chegaram com combustível suficiente. Segundo ele, a situação deve melhorar com a escolta de caminhões-tanque pelas autoridades locais.
O que pedem os caminhoneiros
O diesel subiu de 65 a 70 centavos de euro por litro desde o início do ano. Entre as demandas dos caminhoneiros ouvidos pelo site Fanpage estão um teto de preço do diesel para a categoria, o reconhecimento da profissão como desgastante, pedágios menores e um Código de Trânsito mais flexível.
Na Calábria, a paralisação do transporte, com bloqueios em várias províncias, afeta a distribuição de alimentos perecíveis. Empresas também relatam dificuldade para receber matéria-prima e entregar produtos.
Governo admite teto, mas endurece contra bloqueios
Salvini disse, em Milão, que o governo está disposto a discutir um teto para o preço do gasolio (diesel). Ele afirmou ter liberado € 1 bilhão para o setor, com pagamentos a 2.000 empresas por dia, de um total de 32 mil, somando quase meio bilhão. O ministro também afirmou que não tolera criminalidade nos bloqueios.
A entidade Fedralog informou que a paralisação continua até 27 de outubro, quando Salvini deve apresentar soluções ao setor.
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