Promotor acusa defesa de criar "bode expiatório" em júri de quatro réus em Soledade
Na réplica desta sexta (23), Marcos Paulo Frezza rebateu a tese de que Maicon e "Neguinho Sabão" seriam os responsáveis pela morte de Paula Perin Portes; a tréplica das defesas vem a seguir.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

O promotor de Justiça Marcos Paulo Frezza acusou a defesa de criar um "bode expiatório" para a morte de Paula Perin Portes, durante a réplica do Ministério Público no júri de Soledade, nesta sexta (23). Frezza rebateu a tese de que Maicon e "Neguinho Sabão" seriam os responsáveis pela morte.
Para quem acompanha o caso em Soledade e na região, o julgamento está na reta final. Depois da réplica, as defesas fazem a tréplica, e os sete jurados do Conselho de Sentença votam os quesitos que definem o veredito. A expectativa era de que o julgamento fosse definido nesta sexta.
A sessão ficou tensa quando Frezza mencionou publicações feitas por um dos advogados de defesa. Foram apresentadas questões de ordem, houve discussão sobre a sequência dos trabalhos e, depois, a sessão foi retomada. Antes da réplica, acusação e defesa se reuniram para definir os quesitos que serão submetidos aos jurados.
O promotor também falou da ausência da delegada Fabiane Bittencourt como testemunha. Ele afirmou que não há elemento que desabone a atuação dela na Polícia Civil. A delegada disse que queria depor, mas foi impedida por um pedido judicial da defesa, acolhido no processo.
Ao final, Frezza pediu que os jurados se coloquem no lugar dos pais de Paula e disse que a família busca justiça, não vingança.
Quatro réus, um mesmo crime
Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos respondem por homicídio qualificado. As qualificadoras são asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Um dos réus também responde por ocultação de cadáver.
Segundo a denúncia, Paula, de 18 anos, foi atraída para um imóvel no bairro Fontes, em Soledade, na noite de 10 de junho de 2020. Ela foi morta por asfixia entre 00h50 e 01h35 do dia 11. A acusação sustenta que o corpo foi levado para uma propriedade rural em Rincão do Bugre, onde ele foi encontrado em 16 de agosto de 2020.
Para o MP, a motivação foi o medo de que a jovem contasse o que sabia sobre agressões contra uma amiga, ex-companheira de um dos réus. O júri já havia sido suspenso em abril por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após pedido do MPRS.
Serviço
O júri ocorre na Câmara de Vereadores de Soledade, sob a presidência do juiz José Pedro Guimarães. O cronograma previa duas horas de réplica para o MP e, depois do almoço, duas horas de tréplica para as defesas. Em seguida, os sete jurados se reúnem para votar os quesitos. O portal ClicSoledade mantém transmissão ao vivo do julgamento em sua página especial sobre o caso.
Saber mais
- Radio Uirapuru - Júri de quatro acusados começa em Soledade
- Portal ClicSoledade - Caso Paula chega ao quarto e último dia de júri
- Portal ClicSoledade - Especial Caso Paula Perin Portes
- Eco Regional - Delegada Fabiane explica ausência no júri
- Rádio Alto Uruguai - Júri começa em Soledade
- Rádio Planalto - Júri começa em Soledade
- MPRS - Quatro réus serão julgados em Soledade
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