Sexta-feira, 6 de novembro de 2026Porto Alegre 20° céu limpoJornal do diaReceber no WhatsApp
Buscar
UrgenteMuzambinho: bombeiros descartam queda de avião após buscas em 30 hectares
Dólar R$ 5,50 ▲ 0,68%Euro R$ 6,13 ▲ 0,07%Ibov 168,5 mil estávelNasdaq 24,6 mil estávelB3 · fechamento 19:10
Dólar R$ 5,50 ▲0,68%Euro R$ 6,13 ▲0,07%B3 168,5 mil ▼0,00%Nasdaq 24,6 mil ▲0,00%Soja R$ 144,73 ▲1,14%Arroz R$ 110,80 ▲2,06%Boi R$ 389,25 ▼0,00%
BrasilPolítica

Deputada Duda Salabert apresenta PL 5.783/2026 para pagar hora de almoço na jornada

O texto altera a CLT para contar até duas horas diárias de intervalo como serviço efetivo, sem reduzir salário, e a lei valeria 180 dias após a publicação.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Deputada Duda Salabert, de cabelo curto e blazer, fala em microfone durante sessão em plenário da Câmara dos Deputados
Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) apresentou na Câmara dos Deputados, nesta quinta (5), o Projeto de Lei 5.783/2026. O texto modifica a CLT para que os intervalos de repouso ou alimentação sejam computados na duração do trabalho e remunerados como serviço efetivo, até o limite de duas horas diárias.

A proposta mexe nas regras que valem para trabalhadores de empresas de todo o país, inclusive as do Rio Grande do Sul. Hoje a CLT (art. 71) prevê o intervalo de uma a duas horas para jornadas acima de seis horas, e esse período não entra na conta das horas trabalhadas. O projeto ainda não vale: foi apenas protocolado na Câmara.

Quadro: Deputada Duda Salabert apresenta PL 5.783/2026 para pagar hora de almoço na jornada
Entenda em um quadro · Bairrista

O que muda na jornada

Pelo texto, um trabalhador com jornada diária de oito horas poderá ter o período destinado à alimentação incluído nessas oito horas, sem redução de salário. Esse trabalhador poderia, por exemplo, entrar às 8h e sair às 16h, com uma hora de almoço dentro das oito horas remuneradas.

Nos contratos de trabalho já existentes, a mudança não poderá resultar em redução do salário, do salário-hora ou de qualquer outra parcela remuneratória. Se for aprovada e sancionada, a lei entra em vigor 180 dias após a publicação.

Justificativa da deputada

Em vídeo nas redes sociais, Duda questionou o modelo atual, em que o trabalhador fica nove horas vinculado ao emprego para cumprir oito horas contabilizadas. Ela também afirmou: "Ninguém vai perder o direito de almoçar ou ter o salário reduzido".

A parlamentar apresentou a medida depois do fim da escala 6x1. Ela exaltou essa vitória, mas disse que ainda há direitos a conquistar em relação à jornada. Em entrevista à 98 News, defendeu que a medida pode beneficiar trabalhadores e empregadores.

Próximos passos

Para virar lei, o projeto precisa ser analisado pelas comissões e pelo plenário da Câmara, passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente da República. Entidades patronais e sindicais do RS ainda não se manifestaram sobre a proposta.

Serviço: o andamento do PL 5.783/2026 pode ser acompanhado no portal da Câmara dos Deputados.

Perguntas frequentes

O que muda para o trabalhador com o PL 5.783/2026?

Até duas horas diárias de intervalo de alimentação passariam a ser contadas como serviço efetivo, sem redução de salário.

Quando a lei passaria a valer, se aprovada?

Entraria em vigor 180 dias após a publicação.

O projeto já está em vigor?

Não. Ele foi apenas protocolado na Câmara dos Deputados e ainda precisa de análise nas comissões, aprovação no plenário, no Senado e sanção presidencial.

Como acompanhar a tramitação?

Pelo portal da Câmara dos Deputados, pelo número PL 5.783/2026.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Receba as 5 do dia no WhatsApp

As notícias que importam para ti, todo dia de manhã. De graça, sai quando quiser.

Depois tu escolhe região, time e horário. Sem spam e de graça, como tem que ser. privacidade

Do interior do RS