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Primeiro dia do júri do caso Paula em Soledade termina com acusação e defesa confiantes

Quatro depoimentos marcaram a terça-feira (20) na Câmara de Vereadores, entre eles o do delegado Marcio Marodin; debates estão previstos para quinta (22).

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 3 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A weathered municipal government building facade in a
Ilustração: Bairrista

O primeiro dia do júri dos quatro acusados pela morte de Paula Perin Portes, de 18 anos, terminou na noite desta terça-feira (20) em Soledade, no Planalto Médio. A sessão teve quatro depoimentos, questionamentos sobre as provas e embates entre acusação e defesas.

Quadro: Primeiro dia do júri do caso Paula em Soledade termina com acusação e defesa confiantes
Ficha de serviço · Bairrista

Nesta quarta (21), o julgamento segue com novas oitivas. Os sete jurados do Conselho de Sentença decidem o destino dos réus, num caso que mobiliza a região desde 2020. A programação prevê terça e quarta para a produção de provas, e debates entre acusação e defesa na quinta-feira (22), seguidos da deliberação dos jurados. A previsão é de até quatro dias de sessão, com encerramento na sexta (23).

Acusação e defesa avaliam o dia de forma oposta

O advogado Alisson Doneda, de Passo Fundo, atua como assistente de acusação. Ele classificou o dia como "muito produtivo", apesar de cansativo e longo. Para Doneda, o conjunto de provas é suficiente para condenar os quatro réus e as tentativas da defesa de fragilizá-lo não surtiram efeito.

Do outro lado, o advogado Manoel Pedro Silveira Castanheira, que defende Dionatan Portella da Silva, chamou o dia de "extremamente proveitoso". Segundo ele, foram ouvidas inúmeras testemunhas de acusação e antecipados alguns depoimentos de testemunhas de defesa. Castanheira disse esperar um veredito favorável ao cliente e prevê forte disputa de teses até o fim.

O que disseram os depoentes

O primeiro a depor foi Maicon Mengel de Souza, que foi investigado e preso porque o crime teria ocorrido em sua casa. Ele depois passou à condição de testemunha e falou de forma virtual, por estar no Programa de Proteção a Testemunhas. Maicon afirmou que Micael e Dionatan teriam estrangulado a jovem dentro da casa dele. Ele também contou que chegou a ser coagido por Dionatan e repetiu, na prisão, uma versão determinada pelo acusado.

O delegado Marcio Marodin prestou um dos depoimentos mais aguardados do dia. O delegado Marcio Marodin relatou que o pai de Paula comunicou o desaparecimento e que os investigadores descobriram que ela saíra para encontrar Micael. Segundo Marodin, a versão de Micael teria sido confrontada por imagens de câmeras de segurança. O delegado negou pressão policial sobre testemunhas.

A mãe de Paula, Marisete Lourdes Perin, falou aos jurados sobre a trajetória da filha e os seis anos de perda.

A defesa de Dionatan sustenta uma tese diferente. Castanheira afirma que o cliente teria sido incluído no processo por uma suposta articulação envolvendo integrantes das forças de segurança, por questões pessoais. As defesas dos quatro acusados contestam a denúncia.

Quem são os réus e o que o MP aponta

Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos respondem por homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Um deles também responde por ocultação de cadáver. Dois são apontados como coautores e dois como participantes.

Segundo o Ministério Público do RS, Paula desapareceu depois de sair para encontrar um dos acusados, amigo dela. O corpo foi achado em 16 de agosto de 2020, cerca de dois meses depois. A acusação sustenta que Dionatan temia que a jovem revelasse agressões contra a ex-companheira dele, Thaís Corrêa de Oliveira, e as supostas ligações dele com o crime organizado e cargas ilegais de cigarros. Thaís foi morta a tiros em 2022.

O promotor de Justiça Marcos Paulo Freza conduz a acusação. O júri já foi adiado antes, e a sessão marcada para abril foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça, a pedido do MPRS, por risco de nulidade na produção de provas testemunhais.

Serviço

O julgamento ocorre na Câmara de Vereadores de Soledade, com a presidência do juiz José Pedro Guimarães. Estão previstas 18 testemunhas, sete indicadas pela acusação e 11 pelas defesas. Nesta quarta (21), seguem os depoimentos; os debates estão previstos para quinta (22), e a decisão dos jurados deve sair até sexta (23).

Perguntas frequentes

Quando são os debates do júri do caso Paula em Soledade?

Os debates entre acusação e defesa estão previstos para quinta-feira (22), seguidos da deliberação dos jurados.

Quantos jurados decidem o caso?

O Conselho de Sentença tem sete jurados.

Onde acontece o julgamento?

Na Câmara de Vereadores de Soledade, com a presidência do juiz José Pedro Guimarães.

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