Presidentes de sete países parabenizam Lula pela reeleição; Milei não se manifesta
Argentina mantém as relações com o Brasil rebaixadas desde o fim de julho, e o embaixador brasileiro segue fora de Buenos Aires.
Por que afeta o RS: Argentina, Uruguai e Paraguai são vizinhos diretos do RS, e a relação com o governo argentino rebaixada afeta comércio e fronteira.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Presidentes de ao menos sete países latino-americanos parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição sobre Flávio Bolsonaro (PL), confirmada no domingo (25). Entre os membros do Mercosul, o único que ficou em silêncio foi o argentino Javier Milei.

Argentina e Uruguai fazem fronteira com o RS, de Uruguaiana a Santana do Livramento. O uruguaio Yamandú Orsi conversou por telefone com Lula para parabenizá-lo. Já Brasília e Buenos Aires seguem com as relações diplomáticas rebaixadas.
Direita e esquerda no mesmo coro
Entre as manifestações estão mensagens dos presidentes do México, Claudia Sheinbaum, do Panamá, José Raúl Mulino, do Paraguai, Santiago Peña, da Bolívia, Rodrigo Paz, de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e do Uruguai, Yamandú Orsi. Sheinbaum escreveu: "Viva a democracia, o povo brasileiro venceu."
O presidente do Chile, José Antonio Kast, publicou uma imagem do telefone e afirmou que ligou para Lula. Peña saudou a "jornada democrática" brasileira e falou em manter a cooperação. Díaz-Canel chamou Lula de "irmão", segundo o Jornal Opção.
Também se manifestaram ex-presidentes de esquerda. Entre eles estão Evo Morales (Bolívia), Alberto Fernández e Cristina Kirchner (Argentina), Gabriel Boric (Chile) e Gustavo Petro (Colômbia). Fernández e Cristina são, portanto, argentinos que parabenizaram Lula, ao contrário do atual presidente do país.
Relações rebaixadas desde julho
A crise começou em 26 de julho. O embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi convocado a voltar a Brasília depois que Milei xingou Lula na convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Em 4 de agosto, o Itamaraty formalizou o rebaixamento. O retorno de Bitelli foi adiado por tempo indeterminado, e a embaixada passou a ser conduzida por um encarregado de negócios. A decisão deve ser mantida enquanto os insultos continuarem.
Milei havia chamado Lula de ladrão e corrupto e de "presidiário". O Ministério das Relações Exteriores da Argentina respondeu que a decisão brasileira era "unilateral" e movida por questões "puramente ideológicas".
O governo brasileiro condicionou a volta do embaixador ao fim das ofensas. A posse de Lula no novo mandato está marcada para 5 de janeiro de 2027.
Saber mais
- Tribuna do Sertão, presidentes e ex-presidentes parabenizam Lula
- Jornal Opção, reação de líderes internacionais à reeleição
- CNN Brasil, líderes mundiais reagem à vitória de Lula
- Metrópoles, lideranças de esquerda parabenizam Lula
- ICL Notícias, direita e esquerda reconhecem vitória de Lula
- Agência Brasil (via Acorda Cidade), Brasil rebaixa relações com a Argentina
- Istoé, Brasil mantém embaixador fora da Argentina
- Gazeta do Povo, Brasil rebaixa relação com a Argentina
- Bem Paraná, Brasil rebaixa relação com Argentina após ataques de Milei
- Central Sul de Notícias, novos insultos de Milei
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