Senado do Paraguai dá 72 horas a Peña para se defender no impeachment ===LINHA FINA=== O prazo inicial dado p
O prazo inicial dado pelos parlamentares era de cerca de 12 horas, e o Senado ainda precisa decidir se aceita a prorrogação.
Por que afeta o RS: Paraguai é vizinho do RS pelo Mercosul e crises políticas no país podem afetar comércio e fronteira com o estado.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura
Atualizada 06/11, 10:22 · O Senado paraguaio concedeu as 72 horas pedidas por Peña para a defesa no impeachment, o que resolve a dúvida que a matéria ainda tratava como aberta.

O Senado do Paraguai concedeu ao presidente Santiago Peña 72 horas para preparar a defesa no processo de impeachment contra ele. O prazo atende ao pedido protocolado na manhã desta sexta (6), quando a sessão seria retomada. O processo corre em meio a uma crise gerada pelo fechamento de um banco que afetou milhões de pessoas no país.
O Paraguai, parceiro do Brasil no Mercosul, vive uma crise política em curso, e o desfecho no Senado define quem comanda o país.

Prazo de 12 horas era o argumento da defesa
O prazo inicial estabelecido pelos parlamentares foi de aproximadamente 12 horas. Peña argumentou que menos de 12 horas para preparar a defesa seriam "insuficientes" dentro dos padrões do Estado democrático de direito. O presidente do Congresso, Basilio Núñez, havia informado que Peña poderia apresentar a defesa pessoalmente ou por meio de advogados.
Como se chegou ao julgamento
O Senado começou a discutir o caso na noite de quinta-feira (5), horas depois de a Câmara de Deputados aprovar por unanimidade a remoção do presidente. Na mesma quinta, os deputados rejeitaram o impeachment do vice-presidente, Pedro Alliana.
Peña anunciou a renúncia na quinta. Pela Constituição paraguaia, cabe ao Congresso aceitar ou rejeitar a saída do presidente. O Congresso suspendeu a tramitação da renúncia enquanto o processo de destituição avança, e Peña segue provisoriamente na Presidência.
A crise começou com a intervenção no Ueno Bank por falta de capital. Peña é acusado de conflito de interesses por ter tido ligações acionárias com a instituição. Em nota, o presidente disse que comparecerá e exercerá seu direito de defesa.
O que falta para a votação
O regimento paraguaio prevê cinco sessões no processo. Depois da defesa, os senadores analisam as provas, acusação e defesa apresentam os argumentos finais, e só então os 45 senadores votam. Para afastá-lo em definitivo, são necessários pelo menos 30 votos.
Serviço: o Senado do Paraguai retomou o julgamento nesta sexta (6), às 10h, no horário local. A defesa de Peña deve ser apresentada dentro das 72 horas concedidas.
Atualização: o Senado aceitou o pedido de 72 horas feito por Peña, que antes constava como pendente de decisão.
Perguntas frequentes
Quanto tempo Peña tem para se defender?
O Senado concedeu 72 horas a Peña para preparar a defesa, depois de ele contestar o prazo inicial de cerca de 12 horas.
Quantos votos são necessários para afastar o presidente?
São necessários pelo menos 30 dos 45 senadores para afastá-lo em definitivo.
Peña segue no cargo durante o processo?
Sim. Ele segue provisoriamente na Presidência, pois o Congresso suspendeu a tramitação da renúncia enquanto o processo avança.
O que causou a crise?
A crise começou com a intervenção no Ueno Bank por falta de capital, e Peña é acusado de conflito de interesses por ligações acionárias com a instituição.
Saber mais: fontes consultadas (7)
Do interior do RS
Porto Alegre: delegação da Turíngia visita Fiergs e RS assina termo de formação técnica

Tupanciretã: homem de 71 anos morre após carro cair em rio durante temporal

Estoque de sangue está baixo no RS; Hemorgs, em Porto Alegre, coleta neste sábado (7)

Torres: hospital abre cinco ambulatórios especializados a partir de 16 de novembro
