Prefeitura de Caiçara começa a avaliar escola cívico-militar; nenhuma unidade foi definida
Prefeito, vice e secretária de Educação discutiram o modelo em reunião com três assessores, mas a prefeitura ainda não decidiu implantá-lo.
Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

A Prefeitura de Caiçara, no Noroeste gaúcho, iniciou as conversas para avaliar a implantação de uma escola cívico-militar no município. O assunto foi tratado em reunião na quarta-feira (21), com o prefeito Zilio Roggia, o vice-prefeito Dirceu Bisognin e a secretária municipal de Educação e Cultura, Vanessa Buriol.
Por ora, nada muda na rotina da rede municipal. A prefeitura não definiu qual escola poderia receber o modelo e não divulgou cronograma nem condições para a mudança. O encontro marcou apenas o início da avaliação, sem decisão tomada.
Também participaram Rafael Scariot, Fabio Coelho e Eduardo da Silveira. A prefeitura os apresentou como assessores e representantes de parlamentares que apoiam a proposta.
Parte pedagógica fica com professores, diz a prefeitura
Na versão apresentada pela administração, a responsabilidade pedagógica continua com os profissionais da educação. Militares da reserva ou agentes de segurança poderiam apoiar a gestão administrativa, a organização da rotina escolar e a mediação de conflitos.
Lei estadual de 2024 é contestada no STF
O Rio Grande do Sul tem uma lei sobre o tema. A Assembleia Legislativa aprovou em abril de 2024, por 30 votos a 14, o projeto que autoriza o Executivo a instituir o Programa das Escolas Cívico-Militares do Estado. Autor do projeto, o deputado Delegado Zucco (Republicanos) afirmou na ocasião que nenhuma escola seria definida como cívico-militar sem votação de professores, pais e alunos em cada município.
A lei estadual 16.128/2024 também é contestada. Uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI 7682), apresentada ao Supremo Tribunal Federal pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), questiona a norma. O programa federal, o Pecim, foi extinto em julho de 2023.
A prefeitura informou que as conversas continuam para avaliar a viabilidade da implantação em Caiçara.
Perguntas frequentes
Caiçara já tem escola cívico-militar?
Não. A prefeitura iniciou apenas a avaliação do modelo e não definiu nenhuma unidade para receber a mudança.
Quem decide a parte pedagógica nas escolas cívico-militares, segundo a prefeitura?
A responsabilidade pedagógica continua com os profissionais da educação; militares da reserva ou agentes de segurança poderiam apoiar a gestão administrativa e a mediação de conflitos.
O que a lei estadual de 2024 prevê?
Autoriza o Executivo a instituir o Programa das Escolas Cívico-Militares do Estado, aprovada por 30 votos a 14 na Assembleia Legislativa; a lei 16.128/2024 é contestada no STF pela ADI 7682.
Saber mais
Leia também
Agronomia da UFSM em Frederico Westphalen faz 20 anos com mais de 700 formados

Sandra Basso Vendruscolo é eleita presidente da Afred para a gestão 2027-2030

CRAS Itinerante leva prevenção do câncer de mama ao Povoado Argenta, em Erechim

IFSul inaugura em São Leopoldo seu 17º campus no RS, para 1,4 mil estudantes

Mais lidas
1Ibovespa recua 0,86%, a 206.495 pontos; dólar fecha a R$ 5,027 e abre quinta a R$ 5,052Advogado Sebastian Watenberg é sondado para diretoria do Banrisul no governo Zucco3Adolescente de 16 anos cai do 3º pavimento de shopping em Caxias e está em estado grave4Falhas críticas no PHP tiram sites do ar pelo mundo; correção está nas versões 8.2 a 8.55Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio e inelegibilidade por 8 anos