Porto Alegre: ex-diretor-geral do DAER é condenado a 11 anos por corrupção e lavagem
Sentença de 11 anos em regime fechado envolve R$ 174 mil em 12 transferências feitas por representante de empresa de conservação de estradas.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 1 min de leitura

O ex-diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) foi condenado em Porto Alegre por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença saiu nesta quarta (4). A pena é de 11 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
Ao todo, três pessoas foram condenadas. A companheira do ex-dirigente e o representante da empresa contratada pela autarquia também receberam condenação por lavagem de dinheiro. A empresa prestava serviço ao Estado, ou seja, o dinheiro do contrato era público.

Repasses ocorreram durante contrato de conservação de estradas
Segundo a sentença, os repasses ocorreram enquanto vigorava um contrato de conservação rodoviária entre o DAER e a empresa representada por um dos acusados.
A Justiça reconheceu que o então diretor-geral recebeu R$ 174 mil em 12 transferências, ao longo de cerca de 15 meses. Desse total, R$ 84 mil passaram por cinco operações financeiras, com uso da conta da companheira do ex-dirigente e intermediação do representante da empresa. Essa movimentação caracterizou a lavagem de dinheiro.
Denúncia partiu da Promotoria Criminal da Capital
O promotor de Justiça Flávio Duarte, da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre, denunciou os três à Justiça. A investigação apontou o recebimento dos R$ 174 mil.
A posição das defesas não foi divulgada.
A íntegra do comunicado está na página de notícias do MPRS, em mprs.mp.br/noticias.
Perguntas frequentes
Quanto tempo o ex-diretor do DAER foi condenado?
Ele foi condenado a 11 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
Quantas pessoas foram condenadas no caso?
Três pessoas: o ex-dirigente, sua companheira e o representante da empresa contratada pela autarquia.
Quanto dinheiro foi recebido pelo ex-diretor?
Ele recebeu R$ 174 mil em 12 transferências ao longo de cerca de 15 meses, durante um contrato de conservação rodoviária.
Quem denunciou o caso à Justiça?
O promotor de Justiça Flávio Duarte, da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre.
Saber mais: fontes consultadas (2)
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