Polícia do Rio interdita clínica de plásticas em Laranjeiras e cancela 15 cirurgias
Decon investiga três mortes e mais de 30 denúncias contra o Grupo Celita Toledo; dois responsáveis foram levados para depoimento.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 1 min de leitura

A Polícia Civil do Rio interditou nesta quarta (21) os centros cirúrgicos do Grupo de Saúde Celita Toledo, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital fluminense. A ação, chamada Operação Por Elas, teve a Delegacia do Consumidor (Decon) à frente. Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, e duas pessoas foram levadas à delegacia, em Jacarezinho, na Zona Norte.

O caso é do Rio, mas serve de aviso para quem pensa em operar em qualquer lugar do país, inclusive no RS. A investigação aponta cirurgias feitas por quem não tinha habilitação. Segundo a Decon, estudantes de pós-graduação faziam os procedimentos sem supervisão médica. A polícia também apura a atuação irregular de médicos estrangeiros em cirurgias plásticas.
O que a investigação reúne
Segundo a Decon, três pacientes morreram após cirurgias na clínica. Outras 24 mulheres relataram necrose, perda de tecidos, cicatrizes e deformações permanentes. Ao todo, a delegacia investiga mais de 30 denúncias contra o grupo. Os agentes encontraram medicamentos vencidos no local.
O delegado Wellington Vieira, titular da Decon, disse que a operação foi feita principalmente para cumprir a decisão da Justiça do Rio que mandou interditar os centros cirúrgicos. Fiscais do Cremerj e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) acompanharam os trabalhos. Segundo o Cremerj, uma sindicância sobre o caso está em andamento, e o trabalho é feito em conjunto com a Decon.
Em nota, a defesa de Celita Toledo afirmou que não cabe antecipar conclusões antes do fim das investigações e que respeita as autoridades e o devido processo legal.
Pacientes com cirurgia marcada
Estavam previstas 15 cirurgias plásticas para esta quarta, e todas foram canceladas. A Polícia Civil orientou quem tinha procedimento agendado a pedir ao estabelecimento a devolução dos valores pagos.
Perguntas frequentes
Quem pode fazer cirurgia plástica?
Segundo a investigação, as cirurgias eram feitas por quem não tinha habilitação, como estudantes de pós-graduação sem supervisão médica.
O que fazer se tinha cirurgia marcada na clínica?
A Polícia Civil orientou os pacientes a pedir ao estabelecimento a devolução dos valores pagos.
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