Polícia Civil abre inquérito sobre injúria racial em jogo de handebol no La Salle Canoas
Duas turmas de 3º ano publicaram notas com versões opostas, e o colégio diz que apura o caso com os envolvidos.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a denúncia de injúria racial contra uma estudante negra. O caso ocorreu durante uma partida de handebol do torneio interclasses do Colégio La Salle Canoas, no Centro da cidade. O episódio foi na sexta (16). A abertura da investigação foi confirmada nesta quarta (21), segundo apurou o ABC+.
O caso está com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, que já entrou em contato com a vítima. Por envolver adolescentes, os nomes não são divulgados.
O que a lei prevê
Desde 2023, a injúria racial é equiparada ao crime de racismo. Com a mudança, a pena passou a ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
O que aconteceu na quadra
Estavam em quadra duas turmas de 3º ano do Ensino Médio. Segundo a denúncia, um grupo de estudantes na arquibancada começou a imitar sons de macaco direcionados à colega. A partida foi interrompida, a Brigada Militar foi acionada e a ocorrência acabou registrada.
O advogado que representa a adolescente, Tomás Antônio Gonzaga, afirmou que tudo está sendo feito para protegê-la, num caso que classificou como extremamente delicado.
Turmas e colégio divergem
A turma da estudante publicou nota de repúdio no Instagram no mesmo dia do jogo. O texto diz que a colega foi alvo de sons e gestos que imitavam macacos e afirma que ela "não está sozinha".
A turma dos alunos apontados como suspeitos também se manifestou na rede social. Nega a acusação ("Não há culpados, pois não houve o crime de racismo") e afirma que a escola tratou o caso como crime sem provas. O texto diz ainda que a escola suspendeu dois alunos por saírem sem autorização, o que, segundo a turma, não tem relação com o episódio.
O Colégio La Salle Canoas publicou nota oficial no Instagram na segunda (19). Fala em "possível manifestação de injúria racial" e diz que a situação é apurada com os envolvidos. A nota afirma que a escola não compactua com discriminação, preconceito ou violência.
O delegado Maurício Barison, responsável pela DPCA de Canoas, disse apenas "Estamos investigando" e preferiu não detalhar a apuração nesta fase. A Polícia Civil não informou prazo para concluir o inquérito.
Perguntas frequentes
Qual a pena para injúria racial?
Desde 2023, a injúria racial é equiparada ao crime de racismo, com pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
Quem investiga o caso de injúria racial no La Salle Canoas?
O caso está com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas.
Qual o prazo para concluir o inquérito?
A Polícia Civil não informou prazo para concluir o inquérito.
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