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Polícia do Rio desmonta falso curso de sargentos da reserva usado para comprar armas

Grupo forjava assinaturas de oficiais do Exército e CRAFs; cinco armas, de R$ 50 mil no total, foram apreendidas, e parte delas ainda estava nas lojas.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A symbolic still life: a dark wooden table holding a
Ilustração: Bairrista

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou nesta terça (20) um esquema que simulava a formação de sargentos da reserva do Exército para falsificar documentos militares e facilitar a compra de armas de fogo. As investigações identificaram a compra de cinco armas, que custaram aproximadamente R$ 50 mil no total.

Quadro: Polícia do Rio desmonta falso curso de sargentos da reserva usado para comprar armas
Em números · Bairrista

Os documentos falsos eram apresentados em lojas credenciadas. O Exército confirmou que os documentos eram falsos e que as autorizações de compra apresentadas pelos investigados não existiam. Parte das armas ainda estava nas lojas, à espera dos compradores, e a operação evitou a entrega.

Aulas e provas davam ar de legalidade

Segundo a polícia, o grupo organizava aulas presenciais e provas para dar aparência de legalidade ao suposto curso. Depois, os investigados obtinham carteiras de identidade militar e autorizações para comprar armamentos, com assinaturas forjadas de oficiais. Com esses documentos, os compradores iniciavam a aquisição de armas de uso restrito em estabelecimentos autorizados.

O esquema também emitia Certificados de Registro de Armas de Fogo (CRAFs) falsos, usados para a retirada das armas nas lojas. A Polícia Civil não informou quantas pessoas fizeram o curso nem quantas armas chegaram a ser entregues.

Armas foram apreendidas

Foram apreendidas quatro pistolas Glock, três de calibre.40 e uma de 9 mm, e um fuzil Fire Eagle de calibre 5,56 mm. A Justiça decretou o perdimento das armas, que poderão ser usadas pela Polícia Civil.

Flagrante deu início ao caso

A investigação é da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio de militares da 1ª Região Militar do Exército. Ela começou há cerca de dois meses, com a prisão em flagrante de um homem que comprou uma pistola calibre.40 com documentos falsificados. A partir desse caso, os agentes analisaram outras compras e encontraram pessoas com documentos do mesmo padrão de falsificação.

A Justiça expediu três mandados de prisão temporária. Dois foram cumpridos, o que soma três presos até agora. O alvo do terceiro mandado segue foragido. A polícia não divulgou os nomes dos presos.

As investigações continuam para identificar os responsáveis pela organização dos cursos, pela produção dos documentos falsificados e outros possíveis envolvidos.

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