Polícia de SP pede prisão de oito adultos e apreensão de dois adolescentes por 4 mortes
Justiça já decretou três prisões, segundo o DHPP, e a SSP diz não haver ligação entre os casos dos 17 corpos achados desde 5 de setembro.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão de oito adultos e a apreensão de dois adolescentes suspeitos de quatro homicídios. As vítimas estão entre os corpos achados na capital paulista de 5 de setembro a 22 de outubro. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou os pedidos nesta sexta (23).
A Justiça já decretou a prisão de três pessoas ligadas a alguns dos casos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Quatro casos, dez suspeitos
Segundo a SSP, quatro pessoas são suspeitas de um dos assassinatos, três de outro e duas de um terceiro. Um homem foi identificado como autor do quarto crime. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. A pasta também não detalhou quais dos casos correspondem aos quatro elucidados.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o DHPP já elucidou esses quatro casos. Segundo ele, o departamento segue trabalhando para identificar e prender os responsáveis pelos demais.
Polícia nega ligação entre as mortes
Ao todo, a Polícia Civil investiga como homicídios 17 corpos achados em São Paulo e em três cidades da região metropolitana. O DHPP cuida de 14 casos. Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo têm um caso cada, apurado pelas delegacias seccionais.
A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, disse que não há elementos que indiquem ligação entre as ocorrências ou uma mesma autoria, até o momento. Ela afirmou que "os casos apresentam dinâmicas e circunstâncias distintas". Segundo a diretora, o uso de sacos plásticos ou tecidos em alguns casos, isoladamente, não permite estabelecer relação entre os fatos.
Aleixo também afirmou que as motivações podem variar. Segundo ela, há ocorrências ligadas a crimes sexuais, tráfico de drogas e outras circunstâncias. A diretora disse que não há elementos, por ora, para crer na existência de um serial killer.
Reforço nas investigações
O último corpo foi achado na noite de quinta (22), no Rio Pequeno, e está entre os casos do DHPP. Para os casos ainda sem autoria, o delegado-geral, Artur Dian, determinou o reforço de equipes de outros três departamentos.
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